domingo, 30 de março de 2025

Diferentes modos de ver o mundo, diferentes expressões verbais: variações linguísticas e diversidade cultural

 


A linguagem não é apenas um meio de comunicação, mas um reflexo da cultura, da história e da identidade de um povo. Cada comunidade desenvolve sua própria forma de expressão, moldada por suas vivências, valores e visões de mundo. No Brasil, um país marcado por profundas diversidades regionais e sociais, essa riqueza linguística se manifesta de maneira especial na literatura popular, na música e na poesia. Do sertão nordestino de Patativa do Assaré às ruas paulistanas retratadas por Adoniran Barbosa, as variações linguísticas revelam diferentes modos de existir e interpretar a realidade.

 1. A linguagem como espelho da cultura

 A língua não é um sistema homogêneo: ela se adapta ao contexto geográfico, social e histórico de seus falantes. Enquanto a norma culta segue regras padronizadas, as variações populares carregam em si a afetividade, a criatividade e a resistência de grupos muitas vezes marginalizados.

O linguista Mikhail Bakhtin já afirmava que a linguagem é um campo de disputa, onde diferentes vozes sociais se encontram e se confrontam. Assim, quando um poeta como Patativa do Assaré escreve "Eu sou de uma terra que o povo padece / Mas nem esmorece e procura vencer", ele não apenas descreve a realidade do sertanejo, mas também afirma uma identidade linguística que resiste à dominação cultural.

 2. Patativa do Assaré: A poesia do sertão na voz do povo

 Antônio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré, é um dos maiores representantes da poesia oral nordestina. Sua linguagem carrega o sotaque, o vocabulário e a sintaxe do sertão, revelando uma visão de mundo profundamente ligada à terra, à seca e à luta do homem do campo.

Em versos como:

"Meu verso rastero, singelo e sem graça / Não entra na praça, no rico salão / Meu verso só entra no campo e na roça / Nas pobre paioça, da serra ao sertão"

Patativa não apenas despreza os padrões literários elitistas, mas celebra a fala do povo, com suas particularidades fonéticas ("rastero" por rasteiro) e lexicais ("paioça" por palhoça). Sua poesia é um ato político, mostrando que a linguagem rural não é "errada", mas sim outra forma legítima de expressão.

 3. Adoniran Barbosa: O linguajar paulistano e a identidade urbana

Se Patativa representa o Nordeste rural, Adoniran Barbosa é a voz das ruas de São Paulo, captando o falar do imigrante, do operário e do malandro. Suas letras, cheias de erros propositais e coloquialismos, retratam a vida nas periferias com humor e melancolia.

Em "Saudosa Maloca", ele escreve:

"Foi aqui seu moço / Que eu, Mato Grosso e o Joca / Construimos nossa maloca / Mas um dia... / Nóis nem pode se alembrá / Veio os home com as ferramenta / O dono mandô derrubá"

Aqui, Adoniran emprega marcas do português não padrão ("nóis", "alembrá", "mandô") não por ignorância, mas para dar autenticidade à narrativa. Seu uso da linguagem aproxima a música da fala real dos personagens que retrata, tornando-a um documento afetivo da São Paulo dos anos 1950 e 1960.

4. Variação linguística e preconceito

Apesar de sua riqueza, as variedades linguísticas populares ainda sofrem discriminação. Muitas vezes, o sotaque nordestino, o dialeto caipira ou a fala das periferias são vistos como "errados" ou "inferiores". No entanto, tanto Patativa quanto Adoniran mostram que essas formas de expressão são carregadas de significado e resistência.

Como dizia o próprio Patativa:

"O analfabeto também tem seu valor / Se não escreve, ele fala com fervor"

Ou seja, a linguagem não precisa seguir normas rígidas para ser poderosa. Ela é, antes de tudo, um instrumento de afirmação humana.

Conclusão: A beleza na diversidade das palavras

Patativa do Assaré e Adoniran Barbosa, cada um a seu modo, provam que a língua é viva e plural. Seus trabalhos celebram a fala do povo, mostrando que não há um único modo "correto" de se expressar, mas múltiplas possibilidades, cada uma com sua história e sua poesia.

Num país como o Brasil, onde tantas realidades coexistem, reconhecer o valor das variações linguísticas é também reconhecer a dignidade de quem as utiliza. Afinal, como diria Adoniran:

"O trem não espera por ninguém, mas a gente espera pelo trem."

E nessa espera, cada um fala do seu jeito – e é justamente isso que torna a linguagem tão fascinante.



quinta-feira, 20 de março de 2025

Problems women face today and how men can help

 


In today’s world, women face many problems. Some of these problems are:

 

Inequality at work: Women often get paid less than men for the same job. They also have fewer chances to get top positions.

Violence: Many women face violence at home or in public. This is a big problem in many countries.

Pressure to look perfect: Society often expects women to look a certain way. This can make women feel bad about themselves.

Balancing work and family: Women often have to work and take care of the family at the same time. This can be very stressful.

 

What Men Can Do to Help

 

Men can do many things to help women:

 

Support equality: Men can support equal pay and equal opportunities for women at work.

 Speak up against violence: Men can speak up when they see violence against women. They can also teach others that violence is wrong.

Share responsibilities: Men can help at home with chores and taking care of children. This can reduce the stress on women.

Respect women: Men should respect women for who they are, not just for how they look. They should support women’s choices and dreams.

 

By working together, men and women can create a better world for everyone.

De fiesta en Venezuela: entre tambores y devoción

 


Carlos: ¡Hermano, qué emoción! Se acerca diciembre y con él las gaitas, las hallacas y toda la alegría de la Navidad venezolana.

María: ¡Sí! Y no olvides la Parranda de San Pedro en Guarenas. Es una de mis festividades favoritas. ¿Te imaginas a toda la gente bailando y cantando con sus coloridos trajes?

Carlos: ¡Claro! Pero antes de eso, en junio, tenemos la fiesta de San Juan. Es impresionante cómo los tambores resuenan en todo el país. En la costa, la gente baila hasta el amanecer.

María: Y no podemos olvidar a Los Diablos Danzantes de Corpus Christi. Esa tradición es única: los promeseros con sus máscaras rojas enfrentando el mal con la fe.

Carlos: ¡Eso es lo que me encanta de Venezuela! Tenemos festividades para todos los gustos, desde lo religioso hasta lo folclórico.

María: Y lo mejor de todo es que siempre hay música, baile y mucha comida típica. ¡Nada como una buena cachapa o un pabellón criollo después de una celebración!

Carlos: ¡Exacto! Venezuela es pura fiesta y tradición. Y dime, ¿cuál es la próxima a la que vamos?

María: ¡A la Feria de la Chinita en Maracaibo! ¡A preparar las maracas y el cuatro!

Carlos: ¡Eso suena genial! ¡Vamos con todo!

 

 

 

Un Encuentro entre Tradición y Modernidad


 

 

Personajes:

Don Alejandro: Un empresario mexicano de mediana edad, conocedor de la cultura y tradiciones de su país.

Sra. Martínez: Una ejecutiva extranjera interesada en aprender sobre la cultura mexicana.

 

Escena: Una reunión de negocios en un restaurante típico en la Ciudad de México.

 

Don Alejandro: Buenos días, Sra. Martínez. Bienvenida a México. Espero que su viaje haya sido placentero.

Sra. Martínez: Buenos días, Don Alejandro. Muchas gracias. El viaje fue muy cómodo, y estoy encantada de estar aquí. Este restaurante es precioso, ¡y el aroma de la comida es irresistible!

Don Alejandro: Me alegra que le guste. Este lugar es famoso por sus platillos tradicionales, como el mole poblano y los tamales. ¿Ha tenido la oportunidad de probarlos antes?

Sra. Martínez: No, aún no. He oído mucho sobre el mole, pero no sabía que es tan importante en la gastronomía mexicana.

Don Alejandro: Así es. El mole es un símbolo de nuestra cultura. Se dice que su preparación es una mezcla de ingredientes que representan la diversidad de México. Por cierto, ¿le gustaría acompañarlo con un buen tequila o un agua de jamaica?

Sra. Martínez: ¡Un agua de jamaica, por favor! He escuchado que es muy refrescante. Aprovechando la ocasión, ¿podría contarme más sobre las tradiciones mexicanas? Me fascina aprender sobre otras culturas.

Don Alejandro: ¡Claro que sí! México es un país lleno de tradiciones. Por ejemplo, en noviembre celebramos el Día de Muertos, una festividad en la que honramos a nuestros seres queridos que han fallecido. Se colocan altares con flores de cempasúchil, velas, fotos y sus alimentos favoritos.

Sra. Martínez: ¡Qué tradición tan hermosa! Me recuerda a algo que vi en una película. ¿Es parecido a lo que se muestra en "Coco"?

Don Alejandro: Exactamente. Esa película captura muy bien el espíritu de nuestra celebración. Además, en México también tenemos una gran variedad de artesanías, como los alebrijes, figuras de animales fantásticos hechas de madera y pintadas a mano.

Sra. Martínez: ¡Qué interesante! Definitivamente visitaré algún mercado para llevarme un recuerdo. Por cierto, ¿qué me recomienda para después de la comida?

Don Alejandro: Podríamos visitar el Zócalo, el corazón de la ciudad. Allí podrá admirar la Catedral Metropolitana y el Palacio Nacional, donde se encuentran los murales de Diego Rivera, uno de nuestros artistas más reconocidos.

Sra. Martínez: Suena maravilloso. Don Alejandro, agradezco mucho su amabilidad y disposición para compartir su cultura conmigo.

Don Alejandro: Es un placer, Sra. Martínez. Como dicen por aquí: "Mi casa es su casa". Espero que disfrute al máximo su estancia en México.

 Sra. Martínez: ¡Gracias! Estoy segura de que será una experiencia inolvidable.

 

quarta-feira, 19 de março de 2025

Be a real man: respect and protect women

 


Listen to women. Understand their experiences and respect their voices.

Stop sexist jokes. Do not laugh at or repeat offensive comments.

Speak up. If you see violence or disrespect, say something.

Support equality. Treat women as equals in work, home, and society.

Control your anger. Never use violence to solve problems.

Respect personal space. Do not touch or approach a woman without permission.

Teach others. Talk to friends, family, and children about respect.

Be an ally. Stand with women against injustice and violence.

Report abuse. Help victims get support and protection.

Lead by example. Show kindness, respect, and fairness every day.

Cómo prevenirse de los vicios

 


Comenzar el bachillerato es una etapa emocionante y llena de nuevos desafíos. Sin embargo, también es un momento en el que, quizá, te enfrentarás a situaciones que pueden poner a prueba tu capacidad para tomar decisiones. Los vicios, como el consumo de alcohol, tabaco u otras sustancias, pueden parecer lejos de tu realidad ahora, pero es importante estar preparado para reconocerlos y evitarlos.

La vida a veces parece ir demasiado deprisa, y es fácil sentirse presionado por amigos o por el entorno para probar algo que, en el fondo, sabes que no es bueno para ti. Pero recuerda: tomar decisiones despacio y con calma te permitirá reflexionar mejor sobre las consecuencias de tus acciones. Lo que parece divertido en el momento puede tener efectos peor de lo que imaginas.

Es fundamental entender que los vicios no solo afectan tu salud física,

sino también tu bienestar emocional y tu futuro. Por eso, es mejor rodearte de personas que te inspiren a ser tu mejor versión y que respeten tus decisiones.

Si alguien te presiona para hacer algo que no quieres, jamás dudes en decir "no". Tu bienestar es lo más importante.

Además, es importante saber que los vicios pueden aparecer de formas sutiles. No solo se trata de sustancias; también pueden ser hábitos como el uso excesivo de redes sociales o los juegos en línea, que, aunque parecen inofensivos, pueden controlar tu vida si no los manejas con cuidado. Por eso, es clave aprender a equilibrar tu tiempo y tus actividades.

Finalmente, recuerda que prevenirse de los vicios no es algo que debas hacer solo. Habla con tus padres, profesores o alguien de confianza si te sientes abrumado. Pedir ayuda no es una debilidad, sino una muestra de fortaleza.

En resumen, los vicios pueden parecer tentadores, pero sus consecuencias son reales y duraderas. Tómate el tiempo para pensar en tus decisiones,elige lo que te hace bien y jamás permitas que nada ni nadie controle tu vida. El futuro es tuyo, y está en tus manos construirlo de la mejor manera posible. ¡Tú puedes!

 



 

segunda-feira, 20 de março de 2023

Lima Barreto, trecho de Triste fim de Policarpo Quaresma e questões sobre o Pré-Modernismo

 


Nos dias atuais, Lima Barreto (1881-1922) é unanimemente reconhecido como um dos nossos maiores escritores. Mas, em sua época, Afonso Henriques de Lima Barreto sofreu duramente o preconceito racial.

Sua obra-prima é o romance Triste fim de Policarpo Quaresma (1911).

Abaixo, temos um trecho do capítulo III da segunda parte de Triste fim...

No trecho, o major Quaresma recebe a visita da afilhada Olga, de seu esposo, e do violonista Ricardo Coração dos Outros, amigo e professor de violão de Quaresma.

Olga voltava de um passeio ao Carico, onde havia uma cachoeira, a duas léguas do sítio do padrinho.

[...]

O que mais a impressionou no passeio foi a miséria geral, a falta de cultivo, a pobreza das casas, o ar triste, abatido da gente pobre. Educada na cidade, ela tinha dos roceiros ideia de que eram felizes, saudáveis e alegres. Havendo tanto barro, tanta água, por que as casas não eram de tijolos e não tinham telhas? Era sempre aquele sapê sinistro e aquele "sopapo" que deixava ver a trama de varas, como o esqueleto de um doente. Por que, ao redor dessas casas, não havia culturas, uma horta, um pomar? Não seria tão fácil, trabalho de horas?
E não havia gado, nem grande nem pequeno. Era raro uma cabra, um carneiro. Por quê? Mesmo nas fazendas, o espetáculo não era mais animador. Todas soturnas, baixas, quase sem o pomar olente e a horta suculenta. A não ser o café e um milharal, aqui e ali, ela não pôde ver outra lavoura, outra indústria agrícola. Não podia ser preguiça só ou indolência. Para o seu gasto, para uso próprio, o homem tem sempre energia para trabalhar. As populações mais acusadas de preguiça, trabalham relativamente. Na África, na Índia, na Cochinchina, em toda parte, os casais, as famílias, as tribos, plantam um pouco, algumas coisas para eles. Seria a terra? Que seria? E todas essas questões desafiavam a sua curiosidade, o seu desejo de saber, e também a sua piedade e simpatia por aqueles párias,
maltrapilhos, mal alojados, talvez com fome, sorumbáticos!…

Pensou em ser homem. Se o fosse passaria ali e em outras localidades meses e anos, indagaria, observaria e com certeza havia de encontrar o motivo e o remédio. [...]

Como no dia seguinte fosse passear ao roçado do padrinho, aproveitou a ocasião para interrogar a respeito o tagarela Felizardo. [...]

— Bons dias, "sá dona".

— Então trabalha-se muito, Felizardo?

— O que se pode.

— Estive ontem no Carico, bonito lugar… Onde é que você mora, Felizardo?

— É doutra banda, na estrada da vila.

— É grande o sítio de você?

— Tem alguma terra, sim senhora, "sá dona".

— Você por que não planta para você?

— "Quá sá dona!" O que é que a gente come?

— O que plantar ou aquilo que a plantação der em dinheiro.

— "Sá dona tá" pensando uma coisa e a coisa é outra. Enquanto planta cresce, e então? "Quá, sá dona", não é assim.

Deu uma machadada; o tronco escapou: colocou-o melhor no picador e, antes de desferir o machado, ainda disse:

— Terra não é nossa… E "frumiga"?… Nós não "tem" ferramenta… isso é bom para italiano ou "alamão", que governo dá tudo… Governo não gosta de nós…

Desferiu o machado, firme, seguro; e o rugoso tronco se abriu em duas partes, quase iguais, de um claro amarelado, onde o cerne escuro começava a aparecer.

Ela voltou querendo afastar do espírito aquele desacordo que o camarada indicara, mas não pôde. Era certo. Pela primeira vez notava que o self-help do Governo era só para os nacionais; para os outros todos os auxílios e facilidades, não contando com a sua anterior educação e apoio dos patrícios.

E a terra não era dele? Mas de quem era então, tanta terra abandonada que se encontrava por aí? Ela vira até fazendas fechadas, com as casas em ruínas… Por que esse acaparamento, esses latifúndios inúteis e improdutivos?

A fraqueza de atenção não lhe permitiu pensar mais no problema. Foi vindo para casa, tanto mais que era hora de jantar e a fome lhe chegava.

Encontrou o marido e o padrinho a conversar. Aquele perdera um pouco da sua morgue, havia mesmo ocasião em que era até natural. Quando ela chegou, o padrinho exclamava:

— Adubos! É lá possível que um brasileiro tenha tal ideia! Pois se temos as terras mais férteis do mundo!

— Mas se esgotam, major, observou o doutor.

Dona Adelaide, calada, seguia com atenção o crochet que estava fazendo; Ricardo ouvia, com os olhos arregalados; e Olga intrometeu-se na conversa:

— Que zanga é essa, padrinho?

— É teu marido que quer convencer-me que as nossas terras precisam de adubos… Isto é até uma injúria!

— Pois fique certo, major, se eu fosse o senhor, aduziu o doutor, ensaiava uns fosfatos…

— Decerto, major, obtemperou Ricardo. Eu, quando comecei a tocar violão, não queria aprender música… Qual música! Qual nada!
A inspiração basta!… Hoje vejo que é preciso… É assim, resumia ele.

Todos se entreolharam, exceto Quaresma que logo disse com toda a força d’alma:

— Senhor doutor, o Brasil é o país mais fértil do mundo, é o mais bem dotado e as suas terras não precisam "empréstimos" para dar sustento ao homem. Fique certo!

— Há mais férteis, avançou o doutor.

— Onde?

— Na Europa.

— Na Europa!

— Sim, na Europa. As terras negras da Rússia, por exemplo.

O major considerou o rapaz durante algum tempo e exclamou triunfante:

— O senhor não é patriota! Esses moços…

O jantar correu mais calmo. Ricardo fez ainda algumas considerações sobre o violão. À noite, o menestrel cantou a sua última produção: "Os Lábios da Carola". [...] Olga tocou no velho piano de Dona Adelaide; e, antes das onze horas, estavam todos recolhidos.

Quaresma chegou a seu quarto, despiu-se, enfiou a camisa de dormir e, deitado, pôs-se a ler um velho elogio das riquezas e opulências do Brasil.

A casa estava em silêncio; do lado de fora, não havia a mínima bulha. Os sapos tinham suspendido um instante a sua orquestra noturna. Quaresma lia; e lembrava-se que Darwin escutava com prazer esse concerto dos charcos.
Tudo na nossa terra é extraordinário! pensou. Da despensa, que ficava junto a seu aposento, vinha um ruído estranho. Apurou o ouvido e prestou atenção. Os sapos recomeçaram o seu hino. Havia vozes baixas, outras mais altas e estridentes; uma se seguia à outra, num dado instante todas se juntaram num uníssono sustentado. Suspenderam um instante a música. O major apurou o ouvido; o ruído continuava,
Que era? Eram uns estalos tênues; parecia que quebravam gravetos, que deixavam outros cair no chão… Os sapos recomeçaram; o regente deu uma martelada e logo vieram os baixos e os tenores. Demoraram muito; Quaresma pôde ler umas cinco páginas. Os batráquios pararam; a bulha continuava. O major levantou-se, agarrou o castiçal e foi à dependência da casa donde partia o ruído, assim mesmo como estava, em camisa de dormir.

Abriu a porta; nada viu. la procurar nos cantos, quando sentiu uma ferroada no peito do pé. Quase gritou. Abaixou a vela para ver melhor e deu com uma enorme saúva agarrada com toda a fúria à sua pele magra. Descobriu a origem da bulha. Eram formigas que, por um buraco no assoalho, lhe tinham invadido a despensa e carregavam as suas reservas
de milho e feijão, cujos recipientes tinham sido deixados abertos por inadvertência. O chão estava negro, e carregadas com os grãos, elas, em pelotões cerrados, mergulhavam no solo em busca da sua cidade subterrânea.

Quis afugentá-las. Matou uma, duas, dez, vinte, cem; mas eram milhares e cada vez mais o exército aumentava. Veio uma, mordeu-o, depois outra, e o foram mordendo pelas pernas, pelos pés, subindo pelo seu corpo.
Não pôde aguentar, gritou, sapateou e deixou a vela cair.

Estava no escuro. Debatia-se para encontrar a porta; achou e correu daquele ínfimo inimigo que, talvez, nem mesmo à luz radiante do sol o visse distintamente…

 

 

Refletindo sobre...

Completando o estudo do Pré-Modernismo, preparei algumas questões básicas:

 

1) Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) para cada uma das afirmações abaixo:

a) O livro Eu, de Augusto dos Anjos, é, provavelmente, a obra de poesia mais lida em nosso país. ( )

b) No livro de contos Urupês, Monteiro Lobato retrata o impacto social provocado pelo declínio da cultura do café no interior de São Paulo. ( )

c) O Pré-Modernismo é um movimento literário criado pelos escritores Euclides da Cunha, Monteiro Lobato e Lima Barreto. ( )

d) Segundo Augusto dos Anjos, Carlos Drummond de Andrade “continua sendo o grande caso singular da poesia brasileira”. ( )

e) Na poesia, temos dois grandes representantes do Pré-Modernismo: Augusto dos Anjos e Carlos Drummond de Andrade. ( )

f) O reflorescimento do nacionalismo e a busca de uma língua brasileira, mais próxima do povo, são duas das mudanças observadas na literatura brasileira do início do século XX. ( )

g) Entre os principais representantes do Pré-Modernismo na prosa, temos: Euclides da Cunha, Monteiro Lobato e Lima Barreto. ( )

h) Em seu livro Os sertões (1902), Euclides da Cunha confirmou a versão do exército brasileiro sobre a origem da guerra de Canudos: a necessidade de combater um foco monarquista que se opunha à recente República. ( )

i) Lima Barreto foi um dos primeiros escritores a retratar as camadas mais humildes da população brasileira. ( )

j) Costuma-se chamar Pré-Modernismo à produção literária situada entre 1900 e 1922. ( )

2)

A lágrima

Augusto dos Anjos

– Faça-me o obséquio de trazer reunidos
Cloreto de sódio, água e albumina…
Ah! Basta isto, porque isto é que origina
A lágrima de todos os vencidos!

 

-“A farmacologia e a medicina
Com a relatividade dos sentidos
Desconhecem os mil desconhecidos
Segredos dessa secreção divina”.

 

– O farmacêutico me obtemperou. –
Vem-me então à lembrança o pai Yoyô
Na ânsia física da última eficácia…

 

E logo a lágrima em meus olhos cai.

Ah! Vale mais lembrar-me eu de meu Pai
Do que todas as drogas da farmácia!

A respeito do poema, é incorreto afirmar:

a) Na última estrofe, o eu lírico questiona a eficácia da farmacologia e da medicina.

b) Além de consequência das aliterações presentes, a musicalidade do verso “Na ânsia física da última eficácia” é resultante principalmente da assonância dos fonemas /a/ e /i/.

c) A forma poética empregada pelo poeta - soneto com versos decassílabos - é bastante original para a época.

d) Na segunda estrofe, a fala do farmacêutico contesta a explicação simplista da lágrima a partir de sua composição química.

e) Apresenta elementos científicos, que é uma das características da poesia de Augusto dos Anjos.

 

3) Sobre o conto O homem que sabia javanês, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) para cada uma das afirmações abaixo:

a) O conto critica a superficialidade das relações sociais, baseadas em supostos títulos acadêmicos e apadrinhamentos políticos. ( )

b) Um exemplo do apadrinhamento político apresentado no conto é a forma como o protagonista ingressa na diplomacia, a partir de uma solicitação feita ao Visconde de Caruru. ( )

c) O conto termina com o protagonista tornando-se um eminente bacteriologista. ( )

 

4) Com quais das manifestações literárias do século XIX, Triste fim de Policarpo Quaresma está mais alinhado?

( ) Romantismo ( ) Realismo

( ) Parnasianismo ( ) Simbolismo

Por quê?

 

 

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Comparatives and superlatives




Orientações:


Hello, my dear students!



Preparei um resumo para que vocês, meus queridos alunos e alunas da 2ª Série, entendam o uso do comparativo e do superlativo em inglês. O assunto está presente no capítulo 2, nas páginas 82 a 85, em forma de exercício em que se comparam obras de arte. 


 

Comparativos e superlativos


Comparativos

 

Adjetivos curtos recebem a terminação -er e se completam com o uso do comparativo than. 

This house is bigger than the other one.

Esta casa é maior do que a outra.

Today is colder than yesterday.

Hoje faz mais frio do que ontem.

She’s brighter than her brother.

Ela é mais esperta do que seu irmão.

Há um segundo grupo, de palavras mais compridas. Elas usam “mais que” – more than. 

This test is more difficult than the last. 

Esta prova está mais difícil do que a última. 

He is more arrogant than his father. 

Ele é mais arrogante do que o pai dele. O

This film is more interesting than last week. 

Este filme é mais interessante do que o da semana passada. 

Superlativos

 

Os adjetivos neste grupo recebem a terminação -est. Normalmente utilizamos o artigo definido, já que são identificados e únicos. 

This is the biggest house here. 

Esta casa é a maior daqui. 

Today is the coldest day of the year.

Hoje é o dia mais frio do ano.

No segundo grupo, de palavras mais compridas, usamos “o mais” – the most.

This is the most difficult test.

Esta prova é a mais difícil.

He is the most arrogant person I know.

Ele é a pessoa mais arrogante que eu conheço.


Exercício 


1) Forme os comparativos para os seguintes adjetivos.

a) tall – taller____________

b) young – _________________________

c) beautiful – _______________________

d) interesting – _____________________

e) happy – _________________________

f) difficult – ________________________

g) fat – ____________________________

h) long – __________________________

i) old – ____________________________

j) boring – _________________________

k) annoying – ______________________


2) Preencha os espaços com a forma adequada do comparativo.


taller – smaller – faster – older – more difficult – longer


a) A mouse is smaller_____________ than an elephant.

b) The dolphin swims ________________ than a man.

c) Statistically, women live _______________ than men.

d) John is ______________________ than Harry.

e) The London Underground is ___________________ than the Metro in São Paulo.

f) Learning Chinese is _______________________ than English.

3. Forme os superlativos.

a) the tallest______________

b) good – __________________________

c) beautiful – _______________________

d) less – ___________________________

e) happy – _________________________

f) difficult – ________________________

g) fat – ____________________________

h) long – __________________________

i) old – ____________________________

j) bad – ___________________________

k) intelligent – ______________________




Referências:


TUNWELL, Chris, ACUNÃ, Fernando. Aprenda Inglês. São Paulo: Universo dos Livros, 2009.


No YouTube:

https://m.youtube.com/watch?v=0l_zGoyssgw&t=7s



Bye bye!



See you later!


quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Dissertação: da pesquisa do tema à escrita do texto

 



Olá, queridos alunos e alunas da 3ª Série!


Leiam o esquema abaixo, síntese da Sequência Didática “Da pesquisa do tema à escrita da redação”.

O objetivo agora é transformar, de fato, pesquisa, anotações, reflexões sobre um determinado tema (que eu suponho que vocês tenham feito, óbvio), em uma dissertação bem redigida. Como dica, leiam a redação de Daniel Gomes, de Fortaleza, que recebeu nota 1000 no Enem 2019 (ver link no final do texto). 


Para redigir bem, é preciso:

* Domínio do português

* Conhecimento do tema

* Conhecimento da estrutura de uma redação


Como montar a estrutura?

– Introdução (um parágrafo)

– Desenvolvimento (dois parágrafos)

– Conclusão (um parágrafo)


* Introdução (1º parágrafo):

– Apresenta a tese (ideia principal);

– Apresenta dois argumentos; 

– Utilizar expressões como: “No que concerne…”; “É notório…”; “No que se refere…”, etc.


* Desenvolvimento (parágrafos 2 e 3):

– Parágrafo 2: desenvolvimento do Argumento 1;

– Parágrafo 3: desenvolvimento do Argumento 2.


* Conclusão:

– Parágrafo 4: – retomada e confirmação da tese; – apresentação de uma solução ou proposta de intervenção para o problema analisado (que respeite os direitos humanos). 

Importante!

Ligue a Tese e os Argumentos por meio de conjunções: já que, visto que, diante disso, dentre outros fatores, etc. 

Para ligar um parágrafo a outro, use conectores: ademais (ideia de adição), além disso (ideia de adição), entretanto (ideia de contradição), embora (ideia de concessão), certamente (ideia de certeza), etc. 

Para defender seus argumentos, pode usar: citações ou opiniões de autoridades, acontecimentos ou fatos históricos, notícias, dados estatísticos, etc. 

Algumas das conjunções conclusivas que podem ser usadas no parágrafo final: dessa forma, portanto, sendo assim, etc. 


Agora, junte os dados de sua pesquisa e as observações que você anotou e redija uma dissertação argumentativa sobre o tema pesquisado por você.

O prazo de entrega é: até 25/09/2020. 


Link útil:
Redação Nota 1000: 
http://cema-pioxii.blogspot.com/2020/03/o-que-e-uma-redacao-nota-1000.html?m=1

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Desenhando a redação

 


Olá, pessoal.

E aí, pesquisaram sobre temas relevantes? Refletiram sobre eles? Anotaram e desenvolveram essas reflexões? Pois, então, chegou a hora de escrever sua dissertação argumentativa.

A dissertação apresenta uma estrutura a quem, provavelmente, vocês já foram apresentados durante sua formação escolar.

Essa estrutura consiste em: introdução, desenvolvimento e conclusão.

Escolhi um vídeo, disponível no YouTube, que desenha essa estrutura e mostra, em menos de sete minutos, como escrever uma boa dissertação.

Assistam ao vídeo e se preparem para a tarefa final: a partir de um tema pesquisado por você, escreva uma dissertação argumentativa que tenha entre 20 e 30 linhas.

Abaixo o link do vídeo:

https://m.youtube.com/watch?v=dQUfpQOoUxs


quinta-feira, 27 de agosto de 2020

O romance regional: Inocência, de Visconde de Taunay

Fernanda Torres, em início de carreira, interpretou Inocência na versão para o cinema. 


Queridos e queridas alunos da 2ª Série, vamos estudar a origem do romance regional e a sua principal expressão romântica: o romance Inocência, de Visconde de Taunay.


O romance regional
Inocência, de Visconde de Taunay

A perspectiva nacionalista levou alguns escritores do Romantismo a retratar tradições culturais, paisagens, costumes, modismos, valores e expressões linguísticas de diferentes regiões do Brasil.
Entre esses escritores, estão José de Alencar, com a obra O gaúcho (1870), Visconde de Taunay, com Inocência (1872), Bernardo Guimarães, com A escrava Isaura (1875) e Franklin Távora com O Cabeleira (1876).
A obra de Taunay se distingue pela sobriedade: as personagens são menos idealizadas, os diálogos são naturais e espontâneos e a paisagem é retratada sem excessos.
Inocência narra a história de amor (impossível) entre uma jovem do sertão de Mato Grosso e Cirino, um prático de farmácia que se apresentava como médico. No entanto, Pereira, pai de Inocência, havia prometido a filha em casamento a Manecão Doca, um vaqueiro endinheirado.
Pereira vigia constantemente a filha, temendo que Inocência perca a virgindade antes do casamento, o que, sob o ponto de vista dele, seria uma desonra para a família.
Paralelamente à trama amorosa, o naturalista Meyer, um alemão colecionador de borboletas, hospeda-se na casa de Pereira, revelando o choque de valores de pessoas de origens e culturas diferentes.


Fonte: CEREJA, William, DIAS Vianna, Carolina, DAMIEN, Christiane. Português contemporâneo: diálogo, reflexão e uso. São Paulo: Saraiva, 2016. P. 105.


Leia o capítulo XII de Inocência no seu livro didático.
Assista ao filme adaptado da obra, no YouTube: https://m.youtube.com/watch?v=otj0K1G06wA

Refletindo sobre as literaturas africanas de língua portuguesa


Queridos alunos e alunas da 3ª Série: algumas questões para continuarmos refletindo sobre as literaturas africanas de língua portuguesa.



Literaturas africanas de língua portuguesa
Professor Gilcênio 


1. “As manifestações literárias em Angola, Moçambique, Cabo-Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e príncipe tiveram início graças à influência de Portugal.” Como essa afirmação pode ser contestada?

2. Que fase da evolução das literaturas africanas de língua portuguesa foi influenciada pela Revolução dos Cravos e de que maneira pode ter se dado essa influência?

3. Em que fase da evolução das literaturas africanas de língua portuguesa pode ser enquadrada a obra de Ondjaki?

4. “Por intertextualidade entende-se a criação de um texto a partir de outro existente” (Wikipédia). Explique o conto “Nós choramos pelo cão tinhoso” a partir do conceito de intertextualidade.

5. Pesquise sobre a obra de alguns dos autores mencionados (ver lista, por países, na página 300 do seu livro didático de Língua Portuguesa), escolha um poema e crie um podcast, o qual deve incluir a leitura de parte do texto ou do texto todo,  acompanhada de reflexões críticas feitas por você.


Prazo: 04/09/2020. 

sexta-feira, 27 de março de 2020

O que é uma "Redação nota 1000"?



Nessa postagem, vamos começar a analisar que redações merecem nota 1000 no Enem.
A primeira redação analisada é de Daniel Gomes, de Fortaleza, Ceará, que obteve nota 1000 no Enem 2019.
Na caixa de comentários, expressem os conhecimentos prévios de vocês sobre o assunto, respondendo aos seguintes questionamentos: você acha que a redação mereceu nota 1000? Que elementos, características, competências desenvolvidas, permitiram a obtenção da nota máxima?

Redação Nota 1000 – Enem 2019

Daniel Gomes, de Fortaleza

"O filme ‘’Cine Hollywood’’ narra a chegada da primeira sala de cinema na cidade de Crato, interior do Ceará. Na obra, os moradores do até então vilarejo nordestino têm suas vidas modificadas pela modernidade que, naquele contexto, se traduzia na exibição de obras cinematográficas. De maneira análoga à história fictícia, a questão da democratização do acesso ao cinema, no Brasil, ainda enfrenta problemas no que diz respeito à exclusão da parcela socialmente vulnerável da sociedade. Assim, é lícito afirmar que a postura do Estado em relação à cultura e a negligência de parte das empresas que trabalham com a ‘’sétima arte’’ contribuem para a perpetuação desse cenário negativo.
Em primeiro plano, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de políticas públicas suficientemente efetivas para democratizar o acesso ao cinema no país. Essa lógica é comprovada pelo papel passivo que o Ministério da Cultura exerce na administração do país. Instituído para ser um órgão que promova a aproximação de brasileiros a bens culturais, tal ministério ignora ações que poderiam, potencialmente, fomentar o contato de classes pouco privilegiadas ao mundo dos filmes, como a distribuição de ingressos em instituições públicas de ensino básico e passeios escolares a salas de cinema. Desse modo, o Governo atua como agente perpetuador do processo de exclusão da população mais pobre a esse tipo de entretenimento. Logo, é substancial a mudança desse quadro.
Outrossim, é imperativo pontuar que a negligência de empresas do setor – como produtoras, distribuidoras de filmes e cinemas – também colabora para a dificuldade em democratizar o acesso ao cinema no Brasil. Isso decorre, principalmente, da postura capitalista de grande parte do empresariado desse segmento, que prioriza os ganhos financeiros em detrimento do impacto cultural que o cinema pode exercer sobre uma comunidade. Nesse sentido, há, de fato, uma visão elitista advinda dos donos de salas de exibição, que muitas vezes precificam ingressos com valores acima do que classes populares podem pagar. Consequentemente, a população de baixa renda fica impedida de frequentar esses espaços. É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para facilitar o acesso democrático ao cinema no país. Posto isso, o Ministério da Cultura deve, por meio de um amplo debate entre Estado, sociedade civil, Agência Nacional de Cinema (ANCINE) e profissionais da área, lançar um Plano Nacional de Democratização ao Cinema no Brasil, a fim de fazer com que o maior número possível de brasileiros possa desfrutar do universo dos filmes. Tal plano deverá focar, principalmente, em destinar certo percentual de ingressos para pessoas de baixa renda e estudantes de escolas públicas. Ademais, o Governo Federal deve também, mediante oferecimento de incentivos fiscais, incentivar os cinemas a reduzirem o custo de seus ingressos. Dessa maneira, a situação vivenciada em ‘’Cine Hollywood’’ poderá ser visualizada na realidade de mais brasileiros." 



Estudando na Quarentena



Boa tarde, meus queridos, minhas queridas. Ah, que saudade de vocês...
Mas, nesse momento, completamente inédito da história mundial, precisamos ficar em casa, solidários e unidos à distância, virtualmente, dos nossos aparelhinhos, tablets, notebooks...
Para que mantenhamos nossas mentes ocupadas com coisas interessantes, efetivamente relevantes, passo, a partir de hoje, a compartilhar com vocês conteúdos originais de língua portuguesa e língua inglesa. Sem desprezar, é claro, contribuições e conteúdos já disponíveis na web, os quais, os mais adequados, serão devidamente integrados às nossas postagens.
Acessem textos, vídeos, áudios, imagens, gráficos, respondam aos questionamentos, façam comentários ao final das postagens, deem sugestões, coloquem questões pertinentes que ajudem a aperfeiçoar o processo coletivo de compreensão e aprendizagem.
Um forte abraço. Rumbora? See you soon. Hasta la vista. 

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Soneto do Dia dos Professores do ano de 2018



Sou professor e ensino esperança.
O diálogo é minha metodologia.
Ver a imperfeição, é a filosofia
Que me explica o adulto e a criança.

Contradições e pedras no caminho
Sempre existiram e hão de existir.
À insensatez vamos resistir
(Pois, nessa luta, não estou sozinho).

O ódio, a ignorância, a mentira
Não apagam as palavras e a lira
De Castro Alves, de Cruz e Sousa.

De Noémia, Graciliano Ramos
E milhares de mestres que amamos:
A humanidade é nossa grande lousa.