segunda-feira, 20 de junho de 2016

Estudando o artigo de opinião




Ler o artigo de opinião “Em defesa do voto obrigatório”. Observar que o artigo se divide em três partes: introdução (apresentação do tema – parágrafo 1); desenvolvimento (argumentos contra o voto facultativo e a favor do voto obrigatório – parágrafos 2 a 8); conclusão (último parágrafo). O autor, Léo Lince, desenvolve argumentos que culminam em uma tese (ideia principal): “o voto, além de um direito, deve conservar a sua condição de um inarredável dever civil” (apresentada inicialmente no parágrafo 4 e sintetizada no último parágrafo).
Com base nas características de um bom artigo de opinião, para a prova de Redação você deve escolher um dos temas abaixo e escrever, em sala de aula, o seu artigo de opinião:
Tema 1: “A participação dos jovens na política municipal deve se resumir ao ato de votar?”
Tema 2: “É possível encarar com otimismo o ato de ser jovem em Pio XII?” 

terça-feira, 5 de abril de 2016

Uma mulher que admiro: minha mãe

Antonia Carolaime de Lima Silva


A pessoa que admiro é um tanto casca grossa, marrenta e orgulhosa, mas, por baixo dessa capa toda, tem uma mulher guerreira, linda, amável e maravilhosa: essa pessoa é a Antonia Xavier.
Minha mamãe é admirável, pois, apesar de tudo, sempre se manteve firme. Através de muitas lutas, conseguiu vencer na vida, conseguiu fazer com que eu e meus irmãos tivéssemos uma boa educação.
Apesar de muita indiferença familiar, nunca se deixou abater. Mulher essa que já sofreu, chorou, caiu, mas levantou e hoje é um exemplo. Por tudo que já passou, lhe admiro muito, mamãe. Trago você sempre em minha alma e em meu coração.
Nem a brisa mais leve da noite se compara com um beijo suave seu. Em um dia frio, não há calor melhor que os seus braços.

Rali das patroas


Mais que uma competição de motos, um grande divertimento protagonizado por mulheres, o Rali das Patroas consolida-se como um evento desportivo e cultural da cidade de Pio XII

Um grupo de mulheres destemidas e apaixonadas por esportes radicais, principalmente pela modalidade motocross, uma grande aventura pela zona rural de Pio XII e Satubinha: é o denominado “Rali das Patroas”.
O rali acontece há dois anos. Cerca de 70 mulheres participaram da aventura em seu primeiro ano, enfrentando lama, atoleiros e muitos obstáculos, tudo com muito bom humor e satisfação, em nome da paixão pela aventura.

Rali das Patroas Ano II

Este ano o Rali contou com aproximadamente 140 mulheres. Foram percorridos diversos interiores do município, como Maximiano, Mandiocal, Melindrosa, Sapucaia e, por último, o povoado Cigana. As participantes saíram do posto Petrosim, na BR 316, percorreram algumas ruas do centro da cidade, pegaram a estrada para o povoado Mandiocal e dirigiram-se ao município de Satubinha. Chegaram ao povoado Francilina e fizeram o percurso de retorno a Pio XII pelo povoado Cigana, atingindo a BR 316, tendo como ponto de chegada a praça em frente à CAEMA.
A cada ano aumenta o número de mulheres que se inscrevem para participar do rali. Algumas declararam à reportagem que a corrida contribui para aliviar o stress semanal, são bem recepcionadas nos povoados, onde comem à vontade. As participantes elogiaram a organização, com uma alegria estampada no rosto, já contando os dias para o próximo.


Participaram dessa matéria:
André Silva, Angélica, Antonia Luiza, Francisco, Izaque, Janaína, Jeferson, Laianny, Manoel, Naiarly, Ray e Sara – 2º Ano  F.
Edineth Lopes, Felipe Pereira, Gilderlane Barbosa, Marcos Antonio, Marcos Sales, Maria Elane, Maria Idelvânia, Paulo César, Rafael, Rodolfo Marçal, Samaria Santos e Zidane Barbosa – 3º Ano D.

Companheiro


Em meio a notícias de violência e maus tratos contra as mulheres, felizmente ainda encontramos maridos solidários, que compartilham com suas esposas a divisão das tarefas do lar. Entrevistamos dois desses maridos; ambos trabalham aqui no Centro de Ensino Jansen Veloso.

Nosso primeiro entrevistado foi Roberto, o Beto, porteiro da nossa escola. Beto é casado há catorze anos. Perguntamos o que mudou em sua vida, depois de casado. Ele respondeu que mudou muito, pois antes de casado podia sair para “todo lugar” e namorar com quem quisesse Quando perguntado se ajuda em casa, Beto respondeu que sim: “gosto muito de ajudar nas tarefas domésticas”. Beto ressaltou que é um dever de todo homem ajudar a mulher em casa.
Perguntamos se ele ajuda a cuidar das crianças. Ele respondeu que é uma das coisas que ele mais faz. Beto afirmou ser muito carinhoso com sua esposa.
Nosso segundo entrevistado foi o professor Gilcênio, a quem fizemos as mesmas perguntas. Gilcênio respondeu que está casado há vinte e sete anos. Sobre o que mudou em sua vida após o casamento, o professor respondeu: “tudo mudou: novos hábitos, novas rotinas e grandes responsabilidades”.
Assim como Beto, o professor Gilcênio também confirmou ser “um dever do homem ajudar a esposa nas tarefas de casa”. Ele nos confirmou que ajuda a cuidar das crianças “com muito prazer”.
Para o professor Gilcênio, “o homem deve sempre dividir com sua esposa as tarefas, que não são somente dela, mas do casal”.
Beto e Leidiane: 14 anos de união. 

O professor Gilcênio e a professora Annes: casados há 27 anos.
Participaram dessa matéria:
Ana Carine, Ângela, Andressa Guimarães, Beatriz, Jéssica, Marinete, Rosângela, Sabrina e Tatiele – 3º Ano D.

sexta-feira, 4 de março de 2016

CE Jansen Veloso no combate ao aedes aegypti


Alunos e professores do Centro de Ensino Jansen Veloso fizeram da data de hoje, 04 de março, um dia de combate ao mosquito aedes aegypti. Divididos em grupos, alunos e docentes visitaram as ruas próximas à escola, fazendo esclarecimentos, coletando lixo - principalmente embalagens capazes de acumular água - e identificando possíveis larvas do mosquito.















quinta-feira, 3 de março de 2016

Projeto "Gentileza poética"


O que é:
Projeto de valorização da poesia no dia-a-dia.
“Espalhar” poesia e mensagens positivas pela cidade, com o objetivo de “contagiar” as pessoas com otimismo e belezura.

Como ocorrerá:
1) Os alunos do 2º Ano realizarão pesquisa compondo um painel com poetas brasileiros e portugueses representantes do século XIX.

2) Os alunos do 3º Ano realizarão pesquisa compondo um painel com poetas brasileiros e portugueses representantes dos séculos XX e XXI.
3) Os poetas e poemas pesquisados serão apresentados em sala de aula. Os poemas escolhidos pelos alunos irão compor uma antologia “móvel”, que será compartilhada na escola e nas ruas.  
4) No dia 14 de março, Dia Nacional da Poesia, os poemas serão expostos no varal de poesias, na praça pública e na escola. Poemas e mensagens serão distribuídos às pessoas em forma de cartões e cápsulas (“cápsulas poéticas”).
5) Intervenções poéticas:
ao longo do ano as ações se repetirão, em determinadas datas "literárias", ampliadas com recitais e outras iniciativas poéticas.
Compartilhando coisinhas importantes...

E-mails para enviar os poemas digitados:
gentilezapoetica@gmail.com
gilvieirasouza@hotmail.com
 
 
 
 

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Sonetos


Soneto
Bocage

Ó tranças, de que Amor prisão me tece,
Ó mãos de neve, que regeis meu fado!
Ó tesouro! Ó mistério! Ó par sagrado,
Onde o menino
alígero adormece.

Ó ledos olhos azuis, cuja luz parece
Tênue raio de sol! Ó gesto amado,
De rosas e açucenas semeado
Por quem morrera esta alma, se pudesse!

Ó lábios, cujo riso a paz me tira,
E por cujos dulcíssimos favores
Talvez o próprio Júpiter suspira!

Ó perfeições! Ó dons encantadores!
De quem sois?... Sois de Vênus? - É mentira;
Sois de Marília, sois de meus amores.


*   *   *


IDEAL
Antero de Quental

Aquela que eu adoro não é feita
De lírios nem de rosas purpurinas,
Não tem as formas lânguidas, divinas,
Da antiga Vénus de cintura estreita...

Não é a Circe, cuja mão suspeita
Compõe filtros mortais entre ruínas,
Nem a Amazona, que se agarra às crinas
Dum corcel e combate satisfeita...

A mim mesmo pergunto, e não atino
Com o nome que dê a essa visão,
Que ora amostra ora esconde o meu destino...

É como uma miragem que entrevejo,
Ideal, que nasceu na solidão,
Nuvem, sonho impalpável do Desejo...


*   *   *



Manias!

Cesário Verde

O mundo é velha cena ensanguentada,
Coberta de remendos, picaresca;
A vida é chula farsa assobiada,
Ou selvagem tragédia romanesca.

Eu sei um bom rapaz, – hoje uma ossada, –
Que amava certa dama pedantesca,
Perversíssima, esquálida e chagada,
Mas cheia de jactância quixotesca.

Aos domingos a deia já rugosa,
Concedia-lhe o braço, com preguiça,
E o dengue, em atitude receosa,

Na sujeição canina mais submissa,
Levava na tremente mão nervosa,
O livro com que a amante ia ouvir missa!
 

*   *   *


Versos íntimos
Augusto dos Anjos

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!


Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.


Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.


Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!


*   *   *



Fanatismo
Florbela Espanca

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão de meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!


Não vejo nada assim enlouquecida…
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!


“Tudo no mundo é frágil, tudo passa…”
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!


E, olhos postos em ti, vivo de rastros:
“Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: princípio e fim!…”


*   *   *
 


Soneto de fidelidade
Vinícius de Moraes

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.