segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
Minha segunda família
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Alunos da Educação de Jovens e Adultos avançam na aprendizagem das TIC
quinta-feira, 18 de abril de 2013
O filme Cidade do Silêncio e a denúncia de Jeniffer López sobre o feminicídio em Ciudad Juarez
quarta-feira, 27 de junho de 2012
A roupa nova do rei, de Hans Christian Andersen
A vida era muito divertida na cidade onde ele vivia. Um dia, chegaram hóspedes estrangeiros ao palácio. Entre eles havia dois trapaceiros. Apresentaram-se como tecelões e gabavam-se de fabricar os mais lindos tecidos do mundo. Não só os padrões e as cores eram fora do comum, como, também as fazendas tinham a especialidade de parecer invisíveis às pessoas destituídas de inteligência, ou àquelas que não estavam aptas para os cargos que ocupavam.
"Essas fazendas devem ser esplêndidas, pensou o rei. Usando-as poderei descobrir quais os homens, no meu reino, que não estão em condições de ocupar seus postos, e poderei substituí-los pelos mais capazes... Ordenarei, então, que fabriquem certa quantidade deste tecido para mim."
Pagou aos dois tecelões uma grande quantia, adiantadamente, para que logo começassem a trabalhar. Eles trouxeram dois teares nos quais fingiram tecer, mas nada havia em suas lançadeiras. Exigiram que lhes fosse dada uma porção da mais cara linha de seda e ouro, que puseram imediatamente em suas bolsas, enquanto fingiam trabalhar nos teares vazios.
- Eu gostaria de saber como vai indo o trabalho dos tecelões, pensou o rei. Entretanto, sentiu-se um pouco embaraçado ao pensar que quem fosse estúpido, ou não tivesse capacidade para ocupar seu posto, não seria capaz de ver o tecido. Ele não tinha propriamente dúvidas a seu respeito, mas achou melhor mandar alguém primeiro, para ver o andamento do trabalho.
Todos na cidade conheciam o maravilhoso poder do tecido e cada qual estava mais ansioso para saber quão estúpido era o seu vizinho.
- Mandarei meu velho ministro observar o trabalho dos tecelões. Ele, melhor do que ninguém, poderá ver o tecido, pois é um homem inteligente e que desempenha suas funções com o máximo da perfeição, resolveu o rei.
Assim sendo, mandou o velho ministro ao quarto onde os dois embusteiros simulavam trabalhar nos teares vazios.
- "Deus nos acuda!!!" pensou o velho ministro, abrindo bem os olhos. "Não consigo ver nada!"
Não obstante, teve o cuidado de não declarar isso em voz alta. Os tecelões o convidaram para aproximar-se a fim de verificar se o tecido estava ficando bonito e apontavam para os teares. O pobre homem fixou a vista o mais que pode, mas não conseguiu ver coisa alguma.
- "Céus!, pensou ele. Será possível que eu seja um tolo? Se é assim, ninguém deverá sabê-lo e não direi a quem quer que seja que não vi o tecido."
- O senhor nada disse sobre a fazenda, queixou-se um dos tecelões.
- Oh, é muito bonita. É encantadora!! Respondeu o ministro, olhando através de seus óculos. O padrão é lindo e as cores estão muito bem combinadas. Direi ao rei que me agradou muito.
- Estamos encantados com a sua opinião, responderam os dois ao mesmo tempo e descreveram as cores e o padrão especial da fazenda. O velho ministro prestou muita atenção a tudo o que diziam, para poder reproduzi-lo diante do rei.
Os embusteiros pediram mais dinheiro, mais seda e ouro para prosseguir o trabalho. Puseram tudo em suas bolsas. Nem um fiapo foi posto nos teares, e continuaram fingindo que teciam. Algum tempo depois, o rei enviou outro fiel oficial para olhar o andamento do trabalho e saber se ficaria pronto em breve. A mesma coisa lhe aconteceu: olhou, tornou a olhar, mas só via os teares vazios.
- Não é lindo o tecido? Indagaram os tecelões, e deram-lhe as mais variadas explicações sobre o padrão e as cores.
"Eu penso que não sou um tolo, refletiu o homem. Se assim fosse, eu não estaria à altura do cargo que ocupo. Que coisa estranha!!"... Pôs-se então a elogiar as cores e o desenho do tecido e, depois, disse ao rei: "É uma verdadeira maravilha!!"
Todos na cidade não falavam noutra coisa senão nessa esplendida fazenda, de modo que o rei, muito curioso, resolveu vê-la, enquanto ainda estava nos teares. Acompanhado por um grupo de cortesões, entre os quais se achavam os dois que já tinham ido ver o imaginário tecido, foi ele visitar os dois astuciosos impostores. Eles estavam trabalhando mais do que nunca, nos teares vazios.
- É magnífico! Disseram os dois altos funcionários do rei. Veja Majestade, que delicadeza de desenho! Que combinação de cores! Apontavam para os teares vazios com receio de que os outros não estivessem vendo o tecido.
O rei, que nada via, horrorizado pensou: "Serei eu um tolo e não estarei em condições de ser rei? Nada pior do que isso poderia acontecer-me!" Então, bem alto, declarou:
- Que beleza! Realmente merece minha aprovação!! Por nada neste mundo ele confessaria que não tinha visto coisa nenhuma. Todos aqueles que o acompanhavam também não conseguiram ver a fazenda, mas exclamaram a uma só voz:
- Deslumbrante!! Magnífico!!
Aconselharam eles ao rei que usasse a nova roupa, feita daquele tecido, por ocasião de um desfile, que se ia realizar daí a alguns dias. O rei concedeu a cada um dos tecelões uma condecoração de cavaleiro, para seu usada na lapela, com o título "cavaleiro tecelão". Na noite que precedeu o desfile, os embusteiros fiizeram serão. Queimaram dezesseis velas para que todos vissem o quanto estavam trabalhando, para aprontar a roupa. Fingiram tirar o tecido dos teares, cortaram a roupa no ar, com um par de tesouras enormes e coseram-na com agulhas sem linha. Afinal, disseram:
- Agora, a roupa do rei está pronta.
Sua Majestade, acompanhado dos cortesões, veio vestir a nova roupa. Os tecelões fingiam segurar alguma coisa e diziam: "Aqui está a calça, aqui está o casaco, e aqui o manto. Estão leves como uma teia de aranha. Pode parecer a alguém que não há nada cobrindo a pessoa, mas aí é que está a beleza da fazenda".
- Sim! Concordaram todos, embora nada estivessem vendo.
- Poderia Vossa Majestade tirar a roupa? propuseram os embusteiros. Assim poderíamos vestir-lhe a nova, aqui, em frente ao espelho. O rei fez-lhes a vontade e eles fingiram vestir-lhe peça por peça. Sua majestade virava-se para lá e para cá, olhando-se no espelho e vendo sempre a mesma imagem, de seu corpo nu.
- Como lhe assentou bem o novo traje! Que lindas cores! Que bonito desenho! Diziam todos com medo de perderem seus postos se admitissem que não viam nada. O mestre de cerimônias anunciou:
- A carruagem está esperando à porta, para conduzir Sua Majestade, durante o desfile.
- Estou quase pronto, respondeu ele.
Mais uma vez, virou-se em frente ao espelho, numa atitude de quem está mesmo apreciando alguma coisa.
Os camareiros que iam segurar a cauda, inclinaram-se, como se fossem levantá-la do chão e foram caminhando, com as mãos no ar, sem dar a perceber que não estavam vendo roupa alguma. O rei caminhou à frente da carruagem, durante o desfile. O povo, nas calçadas e nas janelas, não querendo passar por tolo, exclamava:
- Que linda é a nova roupa do rei! Que belo manto! Que perfeição de tecido!
Nenhuma roupa do rei obtivera antes tamanho sucesso!
Porém, uma criança que estava entre a multidão, em sua imensa inocência, achou aquilo tudo muito estranho e gritou:
- Coitado!!! Ele está completamente nu!! O rei está nu!!
O povo, então, enchendo-se de coragem, começou a gritar:
- Ele está nu! Ele está nu!
O rei, ao ouvir esses comentários, ficou furioso por estar representando um papel tão ridículo! O desfile, entretanto, devia prosseguir, de modo que se manteve imperturbável e os camareiros continuaram a segurar-lhe a cauda invisível. Depois que tudo terminou, ele voltou ao palácio, de onde envergonhado, nunca mais pretendia sair. Somente depois de muito tempo, com o carinho e afeto demonstrado por seus cortesões e por todo o povo, também envergonhados por se deixarem enganar pelos falsos tecelões, e que clamavam pela volta do rei, é que ele resolveu se mostrar em breve aparições... Mas nunca mais se deixou levar pela vaidade e perdeu para sempre a mania de trocar de roupas a todo momento.
Quanto aos dois supostos tecelões, desapareceram misteriosamente, levando o dinheiro e os fios de seda e ouro. Mas, depois de algum tempo, chegou a notícia na corte, de que eles haviam tentando fazer o mesmo golpe em outro reino e haviam sido desmascarados, e agora cumpriam uma longa pena na prisão.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Ecoturismo: fotos do passeio dos alunos do 9º Ano vespertino ao Lago do Caboco Morto
quarta-feira, 6 de junho de 2012
sábado, 12 de maio de 2012
Dia de mãe virar criança
O Centro de Ensino Jansen Veloso comemorou ontem o Dia das Mães. Dessa vez, a data foi comemorada de uma maneira diferente: as mães deixaram as crianças em casa e elas próprias voltaram a ser crianças, participando de uma gincana, animada com dança, música e desfiles.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Um dia daqueles
terça-feira, 7 de junho de 2011
A narrativa poética na canção




Marco se ha marchado para no volver / El tren de la mañana llega ya sin él
A letra está disponível no link abaixo:
http://letras.terra.com.br/laura-pausini/1367217/
Eduardo e Mônica (Renato Russo)Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? / E quem irá dizer que não existe razão?
A letra está disponível no link abaixo:
http://letras.terra.com.br/renato-russo/243666/
Faroeste Caboclo (Renato Russo)Não tinha medo o tal João de Santo Cristo / Era o que todos diziam quando ele se perdeu
A letra está disponível no link abaixo:
http://letras.terra.com.br/renato-russo/243668/
Saudosa maloca (Adoniran Barbosa)Si o senhor não está lembrado / Dá licença de contar
A letra está disponível no link abaixo:
sexta-feira, 27 de maio de 2011
O resultado da Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA) no Centro de Ensino Jansen Veloso

No início desta semana saiu o resultado da prova da XIV Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) dos alunos do Centro de Ensino Jansen Veloso (Cema). A prova foi realizada no dia 13 de maio.
O aluno Gilcênio Vieira Souza Júnior destacou-se como o único a obter a nota máxima (10,00). Abaixo a relação das vinte melhores notas da prova nível 03 e as três melhores notas da prova nível 04:
Prova – Nível 03
1º - Gilcênio Vieira Souza Junior – 10,00
2º - Lorraine Freitas Gonzaga – 9,50
3º - Larissi Fial de Almeida – 8,80
4º - Julianne Alves de Sousa – 8,75
5º - Thais Mayara da Cruz Ferreira – 8,50
6º - Francisca do Nascimento – 8,30
7º - Aluizio Monteiro de Lima Neto – 8,25
8º - Gerlanne do Nascimento – 7,75
Macicleia Lima de Siqueira – 7,75
9º - Alice da Conceição de Sousa – 7,50
Larissa Pâmela – 7,50
Nylzadien Pereira Veloso – 7,50
Wesley Alves Caetano – 7,50
10º - Marta Maria Vieira Cirélio – 7,30
11º - Barbara Kamily da Silva – 7,25
Laís Fernanda de Jesus Vaz – 7,25
12º - Larissa de Sousa da Silva – 7,00
Welina Laiane Silva Carvalho – 7,00
13º - Welingthon Alves – 6,80
14º - José Luan da Silva – 6,75
15º - Felipe Bezerra dos Santos – 6,50
Marcelo de Sousa do Vale – 6,50
Maria Eduarda Xavier – 6,50
Paulo Felipe Soares – 6,50
16º - Deyvison dos Santos – 6,45
Tayná Géssica Meneses – 6,45
17º - Francineide de Sousa – 6,35
18º - João Paulo Sousa Rodrigues – 6,25
Naiane Santana – 6,25
19º - Maria Deuziane – 6,15
20º - Joaquim Araujo de Mesquita de Jesus – 6,00
Kayron Wesley Silva – 6,00
Natália Araújo de Mesquita de Jesus – 6,00
Prova – Nível 04
1º - Darlly Naiane de Morais Silva – 5,95
2º - Diana Barbosa Mendes – 5,90
3º - Dyermerson Oliveira da Silva – 4,80
Pela participação na OBA, o Cema recebeu uma luneta. Os alunos participantes receberão certificados no final do mês de outubro ou início de novembro.
Serão distribuídas, entre os quatro níveis, aos alunos de maiores notas, a nível nacional, cerca de 30.000 medalhas, entre ouro, prata e bronze.
Uma solenidade de premiação deve ser organizada na escola para a entrega das medalhas e certificados com a presença de alunos, professores, pais, autoridades, e a imprensa.
A OBA representa um estímulo à compreensão da importância da astronomia para o bem estar da humanidade. Olhar para o céu não é apenas uma atividade de lazer, mas constitui uma busca para a resposta das perguntas: quem somos? de onde viemos? para onde vamos? Questões essas que há milênios despertam a curiosidade do ser humano.
Parabéns ao Cema e a todos os alunos participantes.
terça-feira, 24 de maio de 2011
A idade dos porquês

Gilcênio Vieira Souza
- Você sabe qual é a idade dos porquês?
- Não. Qual é?
- É a idade em que os filhos descobrem a filosofia... e os pais perdem a paciência.
Júnior estava nessa idade. Perigosa idade. O seu pai não imaginava que um pirralho de apenas quatro anos pudesse desconcertá-lo tanto, a ele, o pai, o maioral daquele lar, o grande sábio da família, fazendo perguntas aparentemente bobas.
- Painho, o que é bigode?
- Bigode? São uns cabelinhos que o homem tem no rosto.
- E a vovó é homem?
- Não. Sua vó é mulher.
- E por que a vovó tem bigode?
- Bom... é porque... não é bigode o que ela tem... são só uns cabelinhos...
- No rosto?
- É.
- E o senhor não disse que uns cabelinhos no rosto é bigode?
O pai não percebera a armadilha em que havia caído e decidiu abandonar o jogo.
- Agora meu filho vai brincar e deixa o papai trabalhar, tá bom?
Júnior sai em disparada, dirigindo um carrinho imaginário. O pai sentiu-se aliviado.
Cinco minutos depois, o infante Sócrates está de volta:
- Painho, porque a barriga da mamãe é grandona?
- A barriga da mamãe não é grandona, está grandona.
- E por quê?
- Porque ela está grávida.
- Por quê?
- Porque... porque... - e o pai procurava no ar as palavras adequadas - o porquê da mamãe estar grávida é que o papai plantou uma sementinha dentro dela e a sementinha foi crescendo, crescendo, e a barriga da mamãe também...
- O senhor plantou uma sementinha na barriga do tio João também?
O pai foi todo sorrisos com a lembrança dos 120 quilos do cunhado e com a brilhante dedução do pequeno.
- Não... O tio João engordou sem sementinha - o pai sorriu em silêncio e pensou em dizer que o tio João era gordo porque comia feito um porco. Mas evitou dar voz a esse pensamento, enxergando suas trágicas consequências.
E Júnior saiu em disparada.
Cinco minutos depois está de volta. Parado. Mudo. Observando o pai concentrado em cálculos, pois era desses tantos pais que levam para o lar os afazeres profissionais. O pai finge não estar percebendo. Porém, antes que a curiosidade do pequeno interrompa mais uma vez suas ocupações, decide tomar uma atitude.
- Agora o filhinho deixa o papai trabalhar, não faz mais perguntas e vai brincar.
- Por quê?
A calma do pai foi para o espaço: seu tom de voz, mais alto que o normal, denunciava isso.
- Porque papai tem muito trabalho pra fazer e você não para de fazer perguntas e está atrapalhando o papai!
- Por que o senhor não brinca comigo?
Comovido com a inesperada pergunta, o pai abrandou a ira.
- Agora papai não pode. Papai tem muito trabalho pra fazer. Você faz no lugar de papai?
O pequeno só ouvia.
- Você quer trabalhar no meu lugar?
O filósofo precoce respondeu balançando a cabeça, dizendo não. Aí foi a vez do pai:
- Por quê?
- Porque o senhor fica muito nervoso quando trabalha.
