segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Minha segunda família

Texto do aluno José Costa, do 3º Ano C, do Centro de Ensino Jansen Veloso.



Tudo começou em 2008. Eu tinha apenas dez anos de idade. Não é brincadeira não, meus queridos professores... Já são sete anos  aqui nessa querida escola. Só de pensar que depois de tanto tempo eu vou ter que deixar essa escola, já fico triste.
Mas é assim mesmo. Nada dura para sempre, nem a própria vida. Então, a gente tem que se conformar, deixar de tristeza e lembrar só dos momentos que nos fizeram felizes.
Vou sentir saudade dos amigos, das brincadeiras e dos eventos que todos vocês organizavam. Vou sentir falta daquelas perguntinhas bestas, tipo:
“Que horas são?”
“Vale nota?”
“Pode dupla de 3?”
“É pra copiar?”
“Quero ir embora.”
E daquele aluno corajoso que se anima a dizer “Eu não entendi nada” no meio da aula de matemática e salva toda a sala.
Agradeço a todos vocês, professores, por tudo, pela garra e dedicação que vocês tiveram comigo e com todos os alunos, que nesse momento estão deixando essa escola que muito fez por nós.
Obrigado, do fundo meu coração.
Vocês vão ficar eternamente guardados na minha memória.
Essa escola me mostrou que para ser da mesma família não precisa ser do mesmo sangue.

Pio XII, 19/12/2015.
 

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Alunos da Educação de Jovens e Adultos avançam na aprendizagem das TIC

Os alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Centro de Ensino Jansen Veloso que cursam informática no contraturno demonstram avanços significativos na apreensão e uso das TIC (Tecnologias de Comunicação e Informação).

“Além do entusiasmo deles, observo resultados positivos, comparando alguns alunos que nunca tinham segurado um mouse e hoje já se aventuram na edição de um texto ou na criação de uma apresentação em slides”, declara o professor Gilcênio Vieira, responsável pelas aulas. "É gratificante", completa o professor.
Para esse semestre está prevista a criação de blogs e o uso das TIC no aprofundamento de conceitos estudados em sala de aula.  

quinta-feira, 18 de abril de 2013

O filme Cidade do Silêncio e a denúncia de Jeniffer López sobre o feminicídio em Ciudad Juarez

Vejam essas duas matérias sobre o filme Cidade do Silêncio e o importante papel da atriz Jeniffer López na denúncia dos assassinatos de mulheres em Ciudad Juaréz. Depois, algumas questões para reflexão:


"Ahora entiendo mejor a las madres de Juárez"

Jennifer López expresa su admiración hacia las familiares de las muertas de Juárez
La actriz estadounidense Jennifer López ha expresado su admiración hacia las madres de las más de 400 jóvenes asesinadas durante 15 años en la localidad mexicana de Ciudad Juárez. La actriz ha enviado un mensaje a la presentación a la prensa de la película Bordertown, que se ha presentado este lunes en México D.F. […]
"Amigas, admiro su valentía y su esfuerzo para lograr la justicia, deseo que mi participación en la película ayude a su causa", concluye la actriz en su mensaje que han podido escuchar algunas de las madres de las mujeres asesinadas en Ciudad Juárez.
Un rodaje arriesgado
Desde 1993, más de 400 mujeres han sido asesinadas en la localidad de Ciudad Juárez, fronteriza con Estados Unidos y sede del cartel de Juárez, y, entre las hipótesis que se manejan, están la actuación de asesinos seriales, la violencia familiar, la filmación de películas snuff (con asesinatos reales), rituales satánicos y asesinatos cometidos por imitadores.
El director de la película ha reconocido que durante el rodaje hubo obstáculos y que su equipo recibió amenazas por parte de las autoridades locales y que les habían robado parte de la grabación por lo que el equipo se tuvo que marchar a otros lugares.
[…]

Jennifer López recibe el premio Artistas por los Derechos Humanos
Amnistía Internacional concede este galardón a la cantante y actriz por sumarse a la denuncia del feminicidio en Ciudad Juárez
La cantante y actriz estadounidense Jennifer López ha recibido en Berlín el premio Artistas por los Derechos Humanos de Amnistía Internacional (AI) por su contribución a la denuncia del feminicidio en Ciudad Juárez (México).
"Quiero decir a todas las madres que han perdido a sus hijas que me siento honrada de poder ayudar a su causa", ha dicho la artista al recibir el premio en un acto al que asistieron familiares de las víctimas agrupadas en la asociación Nuestras hijas de regreso.
Jennifer López se sumó a la denuncia de los crímenes en serie de mujeres en la frontera mexicana como productora y protagonista de la película Bordertown, que será presentada este viernes en el Festival de Cine de Berlín.
[…]
Jennifer López, vestida para una fiesta pero en tono oscuro, ha recordado que desde 1993 han sido asesinadas más de 400 mujeres y niñas en Ciudad Juárez y Chihuahua. En la mayor parte de los casos eran muchachas jóvenes, de entre los 13 y 22 años - hubo incluso el caso de una niña de 7 - y origen humilde. Fueron secuestradas, violadas, estranguladas, mutiladas, torturadas y tiradas en basureros o abandonadas en descampados.
[…]
Jennifer López ha adelantado que "lo que van a ver no es una historia inventada en Hollywood sino una historia real. Lo que van a ver, un poco edulcorado porque lo contrario hubiera sido demasiado cruel, está pasando todavía".
http://elpais.com/elpais/2007/02/15/actualidad/1171525729_850215.html


Depois de assistir o filme “Cidade do Silêncio” (Bordertown) e de ler as matérias acima, do jornal espanhol El País, escreva sobre as seguintes questões:
1) Segundo uma das matérias, quais as hipóteses para os assassinatos?
2) Como o filme retrata a grande imprensa?
3) Que dificuldades encontrou a equipe de gravação durante a realização do filme?
4) Que imagens do filme você acha que melhor caracterizam Ciudad Juarez?

 

quarta-feira, 27 de junho de 2012

A roupa nova do rei, de Hans Christian Andersen


Hans Christian Andersen nasceu em 2 de abril de 1805 na Dinamarca. Filho de sapateiro, mal teve condições de frequentar a escola e completar seus estudos. Faleceu aos 70 anos em Copenhagen.
Em 1835 publicou seu primeiro romance, sendo também dessa época algumas histórias que se tornaram mundialmente famosas, como O patinho feio, O soldadinho de chumbo e A pequena sereia.
Devido à sua contribuição para a literatura infanto-juvenil, a data do nascimento do autor, 2 de abril, é hoje o Dia Internacional do Livro Infantil.
The Emperor’s new clothes (A roupa nova do rei) foi parodiado em filmes, peças teatrais e canções inúmeras vezes.
O mesmo título é dado a uma canção gravada por Sinnead O’Connor em 1990, sendo a mensagem da música muito semelhante à ideia central do conto de Andersen.

Adaptado de Keep in mind, 7º ano, língua estrangeira moderna (inglês): Elizabeth Young Chin, Maria Lúcia Zaorob, São Paulo, Scipione, 2009.

O site abaixo traz 12 contos de Andersen. Visitem o site e ótima leitura!

"Era uma vez um rei, tão exageradamente amigo de roupas novas, que nelas gastava todo o seu dinheiro. Ele não se preocupava com seus soldados, com o teatro ou com os passeios pela floresta, a não ser para exibir roupas novas. Para cada hora do dia, tinha uma roupa diferente. Em vez de o povo dizer, como de costume, com relação a outro rei: "Ele está em seu gabinete de trabalho", dizia "Ele está no seu quarto de vestir".
A vida era muito divertida na cidade onde ele vivia. Um dia, chegaram hóspedes estrangeiros ao palácio. Entre eles havia dois trapaceiros. Apresentaram-se como tecelões e gabavam-se de fabricar os mais lindos tecidos do mundo. Não só os padrões e as cores eram fora do comum, como, também as fazendas tinham a especialidade de parecer invisíveis às pessoas destituídas de inteligência, ou àquelas que não estavam aptas para os cargos que ocupavam.
"Essas fazendas devem ser esplêndidas, pensou o rei. Usando-as poderei descobrir quais os homens, no meu reino, que não estão em condições de ocupar seus postos, e poderei substituí-los pelos mais capazes... Ordenarei, então, que fabriquem certa quantidade deste tecido para mim."
Pagou aos dois tecelões uma grande quantia, adiantadamente, para que logo começassem a trabalhar. Eles trouxeram dois teares nos quais fingiram tecer, mas nada havia em suas lançadeiras. Exigiram que lhes fosse dada uma porção da mais cara linha de seda e ouro, que puseram imediatamente em suas bolsas, enquanto fingiam trabalhar nos teares vazios.
- Eu gostaria de saber como vai indo o trabalho dos tecelões, pensou o rei. Entretanto, sentiu-se um pouco embaraçado ao pensar que quem fosse estúpido, ou não tivesse capacidade para ocupar seu posto, não seria capaz de ver o tecido. Ele não tinha propriamente dúvidas a seu respeito, mas achou melhor mandar alguém primeiro, para ver o andamento do trabalho.
Todos na cidade conheciam o maravilhoso poder do tecido e cada qual estava mais ansioso para saber quão estúpido era o seu vizinho.
- Mandarei meu velho ministro observar o trabalho dos tecelões. Ele, melhor do que ninguém, poderá ver o tecido, pois é um homem inteligente e que desempenha suas funções com o máximo da perfeição, resolveu o rei.
Assim sendo, mandou o velho ministro ao quarto onde os dois embusteiros simulavam trabalhar nos teares vazios.
- "Deus nos acuda!!!" pensou o velho ministro, abrindo bem os olhos. "Não consigo ver nada!"
Não obstante, teve o cuidado de não declarar isso em voz alta. Os tecelões o convidaram para aproximar-se a fim de verificar se o tecido estava ficando bonito e apontavam para os teares. O pobre homem fixou a vista o mais que pode, mas não conseguiu ver coisa alguma.
- "Céus!, pensou ele. Será possível que eu seja um tolo? Se é assim, ninguém deverá sabê-lo e não direi a quem quer que seja que não vi o tecido."
- O senhor nada disse sobre a fazenda, queixou-se um dos tecelões.
- Oh, é muito bonita. É encantadora!! Respondeu o ministro, olhando através de seus óculos. O padrão é lindo e as cores estão muito bem combinadas. Direi ao rei que me agradou muito.
- Estamos encantados com a sua opinião, responderam os dois ao mesmo tempo e descreveram as cores e o padrão especial da fazenda. O velho ministro prestou muita atenção a tudo o que diziam, para poder reproduzi-lo diante do rei.
Os embusteiros pediram mais dinheiro, mais seda e ouro para prosseguir o trabalho. Puseram tudo em suas bolsas. Nem um fiapo foi posto nos teares, e continuaram fingindo que teciam. Algum tempo depois, o rei enviou outro fiel oficial para olhar o andamento do trabalho e saber se ficaria pronto em breve. A mesma coisa lhe aconteceu: olhou, tornou a olhar, mas só via os teares vazios.
- Não é lindo o tecido? Indagaram os tecelões, e deram-lhe as mais variadas explicações sobre o padrão e as cores.
"Eu penso que não sou um tolo, refletiu o homem. Se assim fosse, eu não estaria à altura do cargo que ocupo. Que coisa estranha!!"... Pôs-se então a elogiar as cores e o desenho do tecido e, depois, disse ao rei: "É uma verdadeira maravilha!!"
Todos na cidade não falavam noutra coisa senão nessa esplendida fazenda, de modo que o rei, muito curioso, resolveu vê-la, enquanto ainda estava nos teares. Acompanhado por um grupo de cortesões, entre os quais se achavam os dois que já tinham ido ver o imaginário tecido, foi ele visitar os dois astuciosos impostores. Eles estavam trabalhando mais do que nunca, nos teares vazios.
- É magnífico! Disseram os dois altos funcionários do rei. Veja Majestade, que delicadeza de desenho! Que combinação de cores! Apontavam para os teares vazios com receio de que os outros não estivessem vendo o tecido.
O rei, que nada via, horrorizado pensou: "Serei eu um tolo e não estarei em condições de ser rei? Nada pior do que isso poderia acontecer-me!" Então, bem alto, declarou:
- Que beleza! Realmente merece minha aprovação!! Por nada neste mundo ele confessaria que não tinha visto coisa nenhuma. Todos aqueles que o acompanhavam também não conseguiram ver a fazenda, mas exclamaram a uma só voz:
- Deslumbrante!! Magnífico!!
Aconselharam eles ao rei que usasse a nova roupa, feita daquele tecido, por ocasião de um desfile, que se ia realizar daí a alguns dias. O rei concedeu a cada um dos tecelões uma condecoração de cavaleiro, para seu usada na lapela, com o título "cavaleiro tecelão". Na noite que precedeu o desfile, os embusteiros fiizeram serão. Queimaram dezesseis velas para que todos vissem o quanto estavam trabalhando, para aprontar a roupa. Fingiram tirar o tecido dos teares, cortaram a roupa no ar, com um par de tesouras enormes e coseram-na com agulhas sem linha. Afinal, disseram:
- Agora, a roupa do rei está pronta.
Sua Majestade, acompanhado dos cortesões, veio vestir a nova roupa. Os tecelões fingiam segurar alguma coisa e diziam: "Aqui está a calça, aqui está o casaco, e aqui o manto. Estão leves como uma teia de aranha. Pode parecer a alguém que não há nada cobrindo a pessoa, mas aí é que está a beleza da fazenda".
- Sim! Concordaram todos, embora nada estivessem vendo.
- Poderia Vossa Majestade tirar a roupa? propuseram os embusteiros. Assim poderíamos vestir-lhe a nova, aqui, em frente ao espelho. O rei fez-lhes a vontade e eles fingiram vestir-lhe peça por peça. Sua majestade virava-se para lá e para cá, olhando-se no espelho e vendo sempre a mesma imagem, de seu corpo nu.
- Como lhe assentou bem o novo traje! Que lindas cores! Que bonito desenho! Diziam todos com medo de perderem seus postos se admitissem que não viam nada. O mestre de cerimônias anunciou:
- A carruagem está esperando à porta, para conduzir Sua Majestade, durante o desfile.
- Estou quase pronto, respondeu ele.
Mais uma vez, virou-se em frente ao espelho, numa atitude de quem está mesmo apreciando alguma coisa.
Os camareiros que iam segurar a cauda, inclinaram-se, como se fossem levantá-la do chão e foram caminhando, com as mãos no ar, sem dar a perceber que não estavam vendo roupa alguma. O rei caminhou à frente da carruagem, durante o desfile. O povo, nas calçadas e nas janelas, não querendo passar por tolo, exclamava:
- Que linda é a nova roupa do rei! Que belo manto! Que perfeição de tecido!
Nenhuma roupa do rei obtivera antes tamanho sucesso!
Porém, uma criança que estava entre a multidão, em sua imensa inocência, achou aquilo tudo muito estranho e gritou:
- Coitado!!! Ele está completamente nu!! O rei está nu!!
O povo, então, enchendo-se de coragem, começou a gritar:
- Ele está nu! Ele está nu!
O rei, ao ouvir esses comentários, ficou furioso por estar representando um papel tão ridículo! O desfile, entretanto, devia prosseguir, de modo que se manteve imperturbável e os camareiros continuaram a segurar-lhe a cauda invisível. Depois que tudo terminou, ele voltou ao palácio, de onde envergonhado, nunca mais pretendia sair. Somente depois de muito tempo, com o carinho e afeto demonstrado por seus cortesões e por todo o povo, também envergonhados por se deixarem enganar pelos falsos tecelões, e que clamavam pela volta do rei, é que ele resolveu se mostrar em breve aparições... Mas nunca mais se deixou levar pela vaidade e perdeu para sempre a mania de trocar de roupas a todo momento.
Quanto aos dois supostos tecelões, desapareceram misteriosamente, levando o dinheiro e os fios de seda e ouro. Mas, depois de algum tempo, chegou a notícia na corte, de que eles haviam tentando fazer o mesmo golpe em outro reino e haviam sido desmascarados, e agora cumpriam uma longa pena na prisão.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Ecoturismo: fotos do passeio dos alunos do 9º Ano vespertino ao Lago do Caboco Morto

Fotos do passeio ao Lago do Caboco Morto, com os alunos do 9º Ano vespertino do Cema. Há também um vídeo disponível no Youtube, que mostra a origem do nome do lago:

sábado, 12 de maio de 2012

Dia de mãe virar criança



O Centro de Ensino Jansen Veloso comemorou ontem o Dia das Mães. Dessa vez, a data foi comemorada de uma maneira diferente: as mães deixaram as crianças em casa e elas próprias voltaram a ser crianças, participando de uma gincana, animada com dança, música e desfiles.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Um dia daqueles


Para Francisco, vida de criança não era nada fácil. Mas será que as pessoas entendiam isso?
Certa vez, só por estar bocejando na escola, uma colega de classe o chamou de dorminhoco e preguiçoso. Mas, por acaso, ela perguntara o que ele andara fazendo em casa? Não. Ninguém perguntou.
Como o pai estava longe, trabalhando em Macapá, ele, Francisco, era o homem da família (tinha também o seu irmãozinho de três anos, mas como Francisco costumava dizer: "isso lá é gente?"). E foi assim, com a convicção de que era um grande homem, que Francisco passou a manhã carregando tijolos, ajudando a mãe, para a reforma que fariam na casa, esperando o pai para o natal.
Morava na zona rural, em um pequeno povoado chamado Centro do Meio, na cidade de Pio XII, no Maranhão. Naquele dia, o carro que transportava os alunos da zona rural, onde moravam, para a sede do município, onde estudavam, não apareceu. Então, a maioria ficou em casa; outros, tentaram alguma carona ou foram de bicicleta.
Francisco resolveu ir de bicicleta. Podia antes ter olhado as nuvens, como fazia sua vó, mas não olhou. Pegou chuva, ficou muito ensopado, aproximou-se da escola, mas parou no meio do caminho: não tinha como estudar daquele jeito, um verdadeiro pinto molhado (e acabrunhado).
Pretendia voltar imediatamente para casa, mas encontrou alguns amigos que o convidaram para jogar bola na rua, debaixo daquela chuva. Foi. Queria jogar no ataque, mas o escalaram no gol.
Como não era o dono da bola e como estava em território estranho (não conhecia direito aqueles lados da cidade), tudo bem, foi para o gol, mas resmugando.
Tentou passar confiança para si próprio e para os outros e declarou: "aqui não passa nem mosquito assado" (era uma frase que já tinha ouvido em algum lugar).
Porém, tinha aquele menino, um pingo de gente de uns seis anos, que não deixava quieta a bicicleta de Francisco.
"Ei! Deixa essa bicicleta aí", gritou Francisco, mas o garoto parecia nem ouvir. "O diacho desse menino! Se acontece alguma coisa com a bicicleta, eu tô lascado", eram esses os pensamentos de Francisco quando levou um gol por entre as pernas e sentiu uma multidão de risadas ricocheteando sua cara. Mangavam dele pra valer!
Deixou o jogo e foi pra casa. Ao chegar lá, sua mãe já sabia que ele não tinha aparecido na escola. Francisco contou a história da chuva, pulou a parte do futebol, não falou mais nada, pois sua mãe não deixava, reclamando-se da vida, do filho que tinha e dos dias de hoje, em que os pais não podem mais bater nos filhos, onde já se viu isso?
Francisco ouviu calado. Passados alguns minutos, a mãe ordenou que ele fosse tomar banho imediatamente - e ele foi sem dar um pio, dizer o quê?
Mas, na hora da janta, a mãe já tinha esquecido tudo e o chamava para comer. Francisco levou o prato pra frente da televisão. Bem na hora do noticiário e da previsão do tempo. Para o dia seguinte não estavam previstas chuvas para o Maranhão. Francisco gritou para a mãe: "Mãe, o homem tá dizendo que amanhã não vai chover aqui não". A mãe não respondeu.
"Mas", pensou consigo Francisco, "não custa nada olhar as nuvens, antes de sair de casa" e levou a colher à boca lembrando da sabedoria de sua vó.


Pio XII, Maranhão, 18/04/2012.

Do professor Gilcênio para minha galerinha do Cema.

terça-feira, 7 de junho de 2011

A narrativa poética na canção



Abaixo, links para que vocês conheçam exemplos da narrativa poética na canção:
La soledad (Laura Pausini)
Marco se ha marchado para no volver / El tren de la mañana llega ya sin él
A letra está disponível no link abaixo:

http://letras.terra.com.br/laura-pausini/1367217/

Eduardo e Mônica (Renato Russo)
Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? / E quem irá dizer que não existe razão?
A letra está disponível no link abaixo:

http://letras.terra.com.br/renato-russo/243666/

Faroeste Caboclo (Renato Russo)
Não tinha medo o tal João de Santo Cristo / Era o que todos diziam quando ele se perdeu
A letra está disponível no link abaixo:

http://letras.terra.com.br/renato-russo/243668/

Saudosa maloca (Adoniran Barbosa)
Si o senhor não está lembrado / Dá licença de contar
A letra está disponível no link abaixo:

http://letras.terra.com.br/adoniran-barbosa/43969/

sexta-feira, 27 de maio de 2011

O resultado da Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA) no Centro de Ensino Jansen Veloso


No início desta semana saiu o resultado da prova da XIV Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) dos alunos do Centro de Ensino Jansen Veloso (Cema). A prova foi realizada no dia 13 de maio.

O aluno Gilcênio Vieira Souza Júnior destacou-se como o único a obter a nota máxima (10,00). Abaixo a relação das vinte melhores notas da prova nível 03 e as três melhores notas da prova nível 04:

Prova – Nível 03

1º - Gilcênio Vieira Souza Junior – 10,00

2º - Lorraine Freitas Gonzaga – 9,50

3º - Larissi Fial de Almeida – 8,80

4º - Julianne Alves de Sousa – 8,75

5º - Thais Mayara da Cruz Ferreira – 8,50

6º - Francisca do Nascimento – 8,30

7º - Aluizio Monteiro de Lima Neto – 8,25

8º - Gerlanne do Nascimento – 7,75

Macicleia Lima de Siqueira – 7,75

9º - Alice da Conceição de Sousa – 7,50

Larissa Pâmela – 7,50

Nylzadien Pereira Veloso – 7,50

Wesley Alves Caetano – 7,50

10º - Marta Maria Vieira Cirélio – 7,30

11º - Barbara Kamily da Silva – 7,25

Laís Fernanda de Jesus Vaz – 7,25

12º - Larissa de Sousa da Silva – 7,00

Welina Laiane Silva Carvalho – 7,00

13º - Welingthon Alves – 6,80

14º - José Luan da Silva – 6,75

15º - Felipe Bezerra dos Santos – 6,50

Marcelo de Sousa do Vale – 6,50

Maria Eduarda Xavier – 6,50

Paulo Felipe Soares – 6,50

16º - Deyvison dos Santos – 6,45

Tayná Géssica Meneses – 6,45

17º - Francineide de Sousa – 6,35

18º - João Paulo Sousa Rodrigues – 6,25

Naiane Santana – 6,25

19º - Maria Deuziane – 6,15

20º - Joaquim Araujo de Mesquita de Jesus – 6,00

Kayron Wesley Silva – 6,00

Natália Araújo de Mesquita de Jesus – 6,00

Prova – Nível 04

1º - Darlly Naiane de Morais Silva – 5,95

2º - Diana Barbosa Mendes – 5,90

3º - Dyermerson Oliveira da Silva – 4,80

Pela participação na OBA, o Cema recebeu uma luneta. Os alunos participantes receberão certificados no final do mês de outubro ou início de novembro.

Serão distribuídas, entre os quatro níveis, aos alunos de maiores notas, a nível nacional, cerca de 30.000 medalhas, entre ouro, prata e bronze.

Uma solenidade de premiação deve ser organizada na escola para a entrega das medalhas e certificados com a presença de alunos, professores, pais, autoridades, e a imprensa.

A OBA representa um estímulo à compreensão da importância da astronomia para o bem estar da humanidade. Olhar para o céu não é apenas uma atividade de lazer, mas constitui uma busca para a resposta das perguntas: quem somos? de onde viemos? para onde vamos? Questões essas que há milênios despertam a curiosidade do ser humano.

Parabéns ao Cema e a todos os alunos participantes.

terça-feira, 24 de maio de 2011

A idade dos porquês

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A idade dos porquês
Gilcênio Vieira Souza

- Você sabe qual é a idade dos porquês?
- Não. Qual é?
- É a idade em que os filhos descobrem a filosofia... e os pais perdem a paciência.
Júnior estava nessa idade. Perigosa idade. O seu pai não imaginava que um pirralho de apenas quatro anos pudesse desconcertá-lo tanto, a ele, o pai, o maioral daquele lar, o grande sábio da família, fazendo perguntas aparentemente bobas.
- Painho, o que é bigode?
- Bigode? São uns cabelinhos que o homem tem no rosto.
- E a vovó é homem?
- Não. Sua vó é mulher.
- E por que a vovó tem bigode?
- Bom... é porque... não é bigode o que ela tem... são só uns cabelinhos...
- No rosto?
- É.
- E o senhor não disse que uns cabelinhos no rosto é bigode?
O pai não percebera a armadilha em que havia caído e decidiu abandonar o jogo.
- Agora meu filho vai brincar e deixa o papai trabalhar, tá bom?
Júnior sai em disparada, dirigindo um carrinho imaginário. O pai sentiu-se aliviado.
Cinco minutos depois, o infante Sócrates está de volta:
- Painho, porque a barriga da mamãe é grandona?
- A barriga da mamãe não é grandona, está grandona.
- E por quê?
- Porque ela está grávida.
- Por quê?
- Porque... porque... - e o pai procurava no ar as palavras adequadas - o porquê da mamãe estar grávida é que o papai plantou uma sementinha dentro dela e a sementinha foi crescendo, crescendo, e a barriga da mamãe também...
- O senhor plantou uma sementinha na barriga do tio João também?
O pai foi todo sorrisos com a lembrança dos 120 quilos do cunhado e com a brilhante dedução do pequeno.
- Não... O tio João engordou sem sementinha - o pai sorriu em silêncio e pensou em dizer que o tio João era gordo porque comia feito um porco. Mas evitou dar voz a esse pensamento, enxergando suas trágicas consequências.
E Júnior saiu em disparada.
Cinco minutos depois está de volta. Parado. Mudo. Observando o pai concentrado em cálculos, pois era desses tantos pais que levam para o lar os afazeres profissionais. O pai finge não estar percebendo. Porém, antes que a curiosidade do pequeno interrompa mais uma vez suas ocupações, decide tomar uma atitude.
- Agora o filhinho deixa o papai trabalhar, não faz mais perguntas e vai brincar.
- Por quê?
A calma do pai foi para o espaço: seu tom de voz, mais alto que o normal, denunciava isso.
- Porque papai tem muito trabalho pra fazer e você não para de fazer perguntas e está atrapalhando o papai!
- Por que o senhor não brinca comigo?
Comovido com a inesperada pergunta, o pai abrandou a ira.
- Agora papai não pode. Papai tem muito trabalho pra fazer. Você faz no lugar de papai?
O pequeno só ouvia.
- Você quer trabalhar no meu lugar?
O filósofo precoce respondeu balançando a cabeça, dizendo não. Aí foi a vez do pai:
- Por quê?
- Porque o senhor fica muito nervoso quando trabalha.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Livros para ler em 2011


Fiz uma relação de livros que gostaria que vocês, meus queridos alunos do Ensino Médio, lessem em 2011, todos disponíveis na biblioteca da escola:

1º Ano / 2º Ano

1. 1984 – George Orwell

2. O velho e o mar – Ernest Hemingway

3. Frankenstein – Mary Shelley

4. Felicidade e outros contos – Katherine Mansfield

5. Viagens de Gulliver – Jonathan Swift

6. O livro da selva – Rudyard Kipling

7. Histórias de imigrantes – Antônio de Alcântara Machado, Ivana Arruda Leite, João do Rio, Lima Barreto, Luiz Vilela, Mário de Andrade, Moacyr Scliar, Nelson de Oliveira

8. O cão dos Baskerville – Arthur Conan Doyle

9. Moby Dick – Herman Melville

10. Eu, robô – Isaac Asimov

11. Robson Crusoé – Daniel Defoe

12. Em busca do santo Graal

13. Um assassinato, um mistério, um casamento – Mark Twain

14. Pigmaleão – George Bernard Shaw

15. A bruxa de abril e outros contos – Ray Bradbury

16. O santinho – Luis Fernando Veríssimo

17. Histórias extraordinárias – Edgar Alan Poe

18. O grito da selva – Jack London

19. Sonhos de uma noite de verão – Shakespeare

20. A revolução dos bichos – George Orwell

21. Poesia e prosa selecionadas – William Blake

3º Ano

1. Zorro – começa a lenda – Isabel Allende

2. A última viagem do navio fantasma – Gabriel García Márquez e Carme Sole Vendrell

3. Livro das perguntas – Pablo Neruda e Isidro Ferrer

4. Contos árabes –

5. Cem anos de solidão – Gabriel García Márquez

6. A vida é sonho – Calderón

7. Malasaventuras: safadezas do Malasartes – Pedro Bandeira

8. Tia Júlia e o escrevinhador – Mário Vargas Llosa

9. O santinho – Luis Fernando Veríssimo

10. O cavaleiro do sonho – Ana Maria Machado e Cândido Portinari

11. Contos e lendas do Peru – Antonieta Dias de Moraes

12. Crônica de uma morte anunciada – Gabriel García Márquez

13. Dom Quixote – Miguel de Cervantes

14. Histórias de imigrantes – Antônio de Alcântara Machado, Ivana Arruda Leite, João do Rio, Lima Barreto, Luiz Vilela, Mário de Andrade, Moacyr Scliar, Nelson de Oliveira

15. Carmén – adaptação de Ruth Rocha

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

SEDUC divulga resultado de simulado do ENEM. Aluno do CE Jansen Veloso obtém a maior nota na Regional de Santa Inês



A Secretaria de Estado da Educação (SEDUC) divulgou em seu site (www.educacao.ma.gov.br) o resultado do simulado do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), aplicado aos alunos da rede estadual de ensino.

7.920 alunos fizeram as provas em todo o estado. As provas dividiam-se em quatro áreas: Matemática, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Linguagens e Códigos. A maior média do Maranhão nas quatro áreas foi dos alunos de São Luis (526,04), seguidos por Imperatriz (515,90).

Aluno do CE Jansen Veloso tem a maior nota na regional de Santa Inês

Na regional de Santa Inês, 209 alunos participaram do simulado. A regional de Santa Inês compõe-se de 12 municípios: Santa Inês, Igarapé do Meio, Monção, Bela Vista do Maranhão, Pindaré, Tufilândia, Pio XII, Satubinha, Bom Jardim, São João do Caru, Santa Luzia, Alto Alegre do Pindaré. De todas as regionais, a da Santa Inês apresentou o maior índice de alunos ausentes (63%), entre os que estavam inscritos no simulado. A nota média dos alunos da regional de Santa Inês foi 498,44.

A maior nota da regional de Santa Inês foi de Spartacus Silva Souza, aluno do 3º A do Centro de Ensino Jansen Veloso (ver acima), com 751,295 pontos. A nota de Spartacus também foi superior à maior nota dos alunos das regionais de Chapadinha, Codó, Itapecuru-Mirim, Pinheiro, Presidente Dutra, Viana e Zé Doca. Além disso, sua nota em Ciências Humanas (774,00) foi superior a dos alunos de Açailândia, Bacabal, Chapadinha, Codó, Itapecuru-Mirim, Pedreiras, Presidente Dutra, São João dos Patos, Timon e Zé Doca e em Linguagens e Códigos (817,00) foi superior a dos alunos de Bacabal, Balsas, Barra do Corda, Chapadinha, Codó, Imperatriz, Itapecuru-Mirim, Pedreiras, Pinheiro, Presidente Dutra, Rosário, São João dos Patos, Timon, Viana e Zé Doca.

Spartacus e o CE Jansen Veloso estão de parabéns.