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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Romualdo & Juliana, um cordel de 2001

Inspirado em Romeu & Julieta, em 2001 escrevi o cordel que você lê abaixo:

Peço a atenção dos leitores

Pra história que eu vou contar.

Ela é trágica, ela é triste,

Isso eu não vou negar.

Mas contém muita beleza

E leva a gente a pensar.

 

O Nordeste é uma terra seca,

Difícil de se morar.

Morre gente de fraqueza

Por seu alimento faltar.

Outros morrem em razão

Da valentia ali reinar.

 

Numa cidade do Nordeste

Que o nome não vou falar

Moravam duas famílias

Que viviam a brigar.

Como tudo começou

Ninguém consegue explicar.

 

Os Moreira e os Ferreira

Não podiam se encontrar.

Se um encontrasse com o outro,

Era a confusão começar:

Soco, faca ou tiro,

Era questão de esperar.

 

Acontece que entre eles

O amor decidiu reinar.

Não pra todos, exatamente,

Mas pra dois em particular:

Romualdo & Juliana,

Foi amor ao primeiro olhar.

 

Romualdo quando viu

A menina Juliana

Foi como beber com os olhos

Gostoso caldo de cana,

Como chegar a um oásis

Depois de tanta légua tirana.

 

Juliana, mesma coisa

Aconteceu em sua alma:

Um desassossego bom

E uma perturbada calma.

Olhar Romualdo fazia-a

Esquecer qualquer trauma.

 

Mas como eles eram

De famílias inimigas,

O amor dos dois seria

Um canteiro de intrigas,

Pois ninguém entenderia

Que o amor supera brigas.

 

Amor é coisa sublime

Que não rima com maldade,

Proibição ou censura,

Violência, mediocridade.

Amor rima com afeto

E, acima de tudo, liberdade.

 

Foi então que decidiram

Se livrar do sofrimento

Dando um fim à própria vida,

Aliviando o tormento

De não poderem um dia

Se unir em casamento.

 

Os Moreira e os Ferreira

Cada qual chorou sua dor.

A Rixa por ódios passados

Não foi superior

Às lágrimas produzidas

Pelo oceano do amor.

 

Sou cantador e conheço

Um pouco das coisas do amor,

Não aconselho ninguém

Se livrar de sua dor

Dando fim à própria vida

Nesse gesto de horror.

 

Sofrer, penar, magoar

São coisas que ninguém quer.

Parece um mal necessário

Para quem aprender.

Viver é driblar o tormento,

E isso é melhor que morrer.

Romeu e Julieta: a mais famosa história de amor de todos os tempos

Atenção: a postagem abaixo contém revelações sobre o enredo da peça.

Romeu e Julieta (em inglês Romeo and Juliet) é uma tragédia escrita entre 1591 e 1595, nos primórdios da carreira literária de William Shakespeare, sobre dois adolescentes cuja morte acaba unindo suas famílias, outrora em pé de guerra. A peça ficou entre as mais populares na época de Shakespeare e, ao lado de Hamlet, é uma das suas obras mais levadas aos palcos do mundo inteiro. Hoje, o relacionamento dos dois jovens é considerado como o arquétipo do amor juvenil. Em mais de cinco séculos de realização, Romeu e Julieta tem sido adaptada nos infinitos campos e áreas do teatro, cinema, música e literatura.

A peça abre numa rua com o desentendimento entre os Montecchios e os Capuletos. O Príncipe de Verona intervém e declara que irá punir com morte as pessoas que colaborarem para mais uma briga de ambas as famílias. Mais tarde, Páris conversa com Capuleto sobre o casamento de sua filha com ele, mas Capuleto está confuso quanto o pedido porque Julieta tem somente treze anos. Capuleto pede para Páris aguardar dois anos e o convida a uma planejada festa de balé que será realizada na casa. A Senhora Capuleto e a ama de Julieta tentam persuadir a moça a aceitar o cortejo de Páris. Após a briga, Benvólio encontra-se com seu primo Romeu, filho dos Montecchios, e conversa sobre a depressão do moço. Benvólio acaba descobrindo que ela é o resultado de um amor não-correspondido por uma garota chamada Rosalina, uma das sobrinhas do Capuleto. Persuadido por Benvólio e Mercúcio, Romeu atende o convite da festa que acontecerá na casa dos Capuletos em esperança de encontrar-se com Rosalina. Contudo, Romeu apaixona-se perdidamente por Julieta. Após a festa, na famosa "cena da varanda", Romeu pula o muro do pátio dos Capuletos e ouve as declarações de amor de Julieta, apesar de seu ódio pelos Montecchios. Romeu e Julieta decidem se casar.

Com a ajuda de Frei Lourenço - esperançoso da reconciliação das famílias através da união dos dois jovens - eles conseguem se casar secretamente no dia seguinte. Teobaldo, primo de Julieta, sentindo-se ofendido pelo fato de Romeu ter fugido da festa, desafia o moço para um duelo. Romeu, que agora considera Teobaldo seu companheiro, recusa lutar com ele. Mercúcio sente-se incentivado a aceitar o duelo em nome de Romeu por conta de sua "calma submissão, vil e insultuosa”. Durante o duelo, Mercúcio é fatalmente ferido e Romeu, irritado com a morte do amigo, prossegue o confronto e mata Teobaldo. O Príncipe decide exilar Romeu de Verona por conta do assassinato salientando que, se ele retornar, terá sua última hora. Capuleto, interpretando erroneamente a dor de Julieta, concorda em casá-la imediatamente com o Conde Páris e ameaça deserdá-la quando ela recusa-se a se tornar a "alegre noiva" de Páris. Quando ela pede, em seguida, o adiantamento do casamento, a mãe lhe rejeita. Quando escurece, Romeu, secretamente, passa toda a noite no quarto de Julieta, onde eles consumam seu casamento.

No dia seguinte, Julieta visita Frei Lourenço pedindo-lhe ajuda para escapar do casamento, e o Frei lhe oferece um pequeno frasco, aconselhando: "… bebe seu conteúdo, que pelas veias, logo, há de correr-te humor frio, de efeito entorpecedor, sem que a bater o pulso continue em seu curso normal, parando logo…". O frasco, se ingerido, faz com que a pessoa durma e fique num estado semelhante à morte, em coma por "duas horas e quarenta". Com a morte aparente, os familiares pensarão que a moça está morta e, assim, ela não se casará indesejadamente. Por fim, Lourenço promete que enviará um mensageiro para informar Romeu — ainda em exílio — do plano que irá uni-los e, assim, fazer com que ele retorne para Verona no mesmo momento em que a jovem despertar. Na noite antes do casamento, Julieta toma o remédio e, quando descobrem que ela está "morta", colocam seu corpo na cripta da família.

A mensagem, contudo, termina sendo extraviada e Romeu pensa que Julieta realmente está morta quando o criado Baltasar lhe conta o ocorrido. Amargamente, o protagonista compra um veneno fatal de um boticário que encontra no meio do caminho e dirige-se para a cripta dos Capuletos. Por lá, ele defronta-se com a figura de Páris. Acreditando que Romeu fosse um vândalo, Páris confronta-se contra o desconhecido e, na batalha, o segundo dos dois assassina o outro. Ainda acreditando que sua amada está morta, ele bebe a poção. Julieta acaba acordando e, descobrindo a morte de Romeu, se suicida com o punhal dele, vendo que a poção do moço não possuía mais nenhuma gota. As duas famílias e o Príncipe se encontram na tumba e descobrem os três mortos. Frei Lourenço reconta a história do amor impossível dos jovens para as duas famílias que agora se reconciliam pela morte dos seus filhos. A peça termina com a elegia do Príncipe para os amantes: "Jamais história alguma houve mais dolorosa / Do que a de Julieta e a do seu Romeu".

Disponível em: 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Romeu_e_Julieta